in

25 anos de prisão para jovem de 18 anos que matou tios adotivos à facada

Direitos Reservados

Lourenço Fernandes, de 18 anos, que matou os tios adotivos em Santiago do Cacém, foi condenado a 25 anos de prisão. 

O juiz desvalorizou a idade do jovem relativamente à pena.

“Se há casos para os quais a pena máxima deve estar reservada, é para estes casos”, afirmou o juiz presidente do coletivo do Tribunal de Setúbal.

Os 21 anos de cadeia correspondem ao crime de homicídio qualificado da tia, Maria Eduarda e os 14 anos pertencem ao homicídio simples de Guilherme dos Santos.

O crime de condução sem habilitação legal conduziu-o a um ano e quatro meses de prisão.

Recorde-se que Lourenço Fernandes, de 17 anos, degolou os tios, mutilou os cadáveres e ainda guardou vários troféus do crime macabro. A descrição da Polícia Judiciária de Setúbal, que investigou o crime, não deixa dúvidas sobre a brutalidade do mesmo. Lourenço estava zangado com os tios adotivos porque não o deixavam entrar na casa, após lhes ter roubado o carro – Guilherme Santos tinha 74 anos e Eduarda Graça 83 -, e forçou uma conversa com eles.

Apenas Eduarda estava em casa, quando a discussão azedou. A mulher disse-lhe que era um inútil como o seu pai e Lourenço garante que perdeu a cabeça. Deu várias pancadas na cabeça da tia e, quando aquela já estava no chão, desferiu-lhe duas facadas nas costas. Inanimada, Eduarda foi ainda atingida com um golpe no tronco e três no pescoço. Foi degolada. Depois, Lourenço mutilou-lhe os olhos, só parando quando o tio entrou na casa.

Embora percebesse que a mulher estava morta, Guilherme ainda tentou travar a agressão. Nada pôde fazer para parar a violência. Foi atingido com uma facada na barriga, três na cara, duas nas costas e ainda nas pernas e no joelho. Nos últimos golpes, já estava morto.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

Sugestões para ti