358 presos a furtar carteiras em 16 meses

O Comando da PSP de Lisboa prendeu 358 carteiristas (222 homens e 136 mulheres), em apenas 16 meses.

A maioria destas detenções, feitas no período entre janeiro de 2018 e o fim de abril de 2019, ocorreu nas quatro freguesias da zona da Baixa da capital (Santa Maria Maior, Misericórdia, Santo António e São Vicente) e na zona da Estrela.

Os dados, cedidos oficialmente ao CM pela PSP de Lisboa, revelam muito do trabalho feito por equipas da Divisão de Investigação Criminal constituídas para o combate a carteiristas. A maioria das detenções foi feita no interior de transportes públicos ou nas paragens.

Nestas estatísticas, ganha alguma relevância o número de mulheres detidas, apesar da maioria dos presos continuar a ser do sexo masculino. Assim, durante o ano de 2018, foram detidos 173 homens por furtos de carteiras e apanhadas 100 mulheres. Já este ano, entre janeiro e abril, a Polícia travou 36 mulheres e 49 homens pelo mesmo tipo de crime.

A luta contra os carteiristas em Lisboa já chegou às redes sociais. Uma página de Facebook, chamada ‘Pickpockets in Lisbon’ (carteiristas em Lisboa), publica, quase diariamente, fotos e vídeos de suspeitos destes crimes, sem preocupações em esconder as respetivas identidades.

Negando ter como objetivo “fomentar a justiça popular”, os responsáveis pela página dizem “querer ajudar a PSP, e pressionar a Justiça a punir os carteiristas”.

O CM tentou saber junto da PSP que medidas de coação foram aplicadas a estes carteiristas, mas sem sucesso.

PORMENORES

Turismo Seguro: A GNR lançou, de ontem até sexta-feira, a operação Turismo Seguro. A ação é direcionada aos turistas e visa dar conselhos sobre como proteger os bens pessoais e assim evitar furtos.

Abandonam bens: As carteiras e bolsas roubadas pelos carteiristas são esvaziadas de dinheiro e cartões e depois abandonadas. A PSP encontra, por vezes, vários destes artigos, juntos, abandonados em monte.

Gangs europeus: Portugal é ponto de passagem, devido ao turismo, de operacionais de gangs europeus que se dedicam ao furto de carteiras. Estes ladrões tentam ficar o menos tempo possível em solo nacional.

Publicado originalmente em: Correio da Manhã

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