Marilyn Monroe: a Diva Loira morreu há 57 anos

Foi uma vida curta. Demasiado curta, talvez.

Feita de dramas, droga, abortos, romances, sucesso e glamour…

Mas que acabou tragicamente e envolta em mistério.

Morreu sozinha. Ela que teve o mundo a seus pés…

Foi uma das maiores divas do cinema e é, ainda hoje, um dos mais famosos símbolos sexuais da sétima arte.

“Good bye, Norma Jeane”, como cantou Elton John…

 

No dia 1 de junho de 1926, nasceu Norma Jeane Mortenson, que o mundo viria a conhecer e idolatrar como Marilyn Monroe.
Tinha um irmão e uma irmã – do primeiro casamento da mãe, Gladys Pearl – que só viria a conhecer já em adulta.
A identidade do pai biológico de Marilyn é desconhecida. Durante a sua infância, Mortensen e Baker foram usados como seus apelidos.

Naquela época, a mãe de Marilyn não estava preparada mental e financeiramente para cuidar de um filho. Por isso, a ‘nossa’ Marilyn foi levada por pais adoptivos após o seu nascimento. Nos primeiros meses de vida da filha, Gladys ainda viveu com a família adoptiva a fim de cuidar de Marilyn. Porém, no início de 1934, Gladys teve um colapso mental e foi hospitalizada. Diagnosticada com esquizofrenia, passou o resto da vida em hospitais e teve apenas contactos ocasionais com a filha.

Marilyn foi entregue aos cuidados do Estado e foi uma amiga da mãe quem assumiu a responsabilidade sobre ela. Viveu com essa família até junho de 1935, mas terá sido molestada sexualmente com apenas 8 anos.

Marilyn só encontrou um lar permanente em setembro de 1938 quando foi viver com outra amiga da mãe, Grace Goddard, para Los Angeles.

Em 1942 voltou a enfrentar a possibilidade de ser colocada num orfanato. Para evitar essa realidade, casou com o filho de um dos vizinhos, um tal de James Dougherty. O casamento realizou-se a 19 de junho desse ano, logo após Marilyn completar 16 anos, fazendo-a abandonar a escola.

Em 1943, o marido alistou-se na Marinha e foi combater para o Pacífico em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial. Esteve longe de casa mais de 2 anos.

No final de 1944, Monroe conheceu o fotógrafo David Conover e começou a fazer fotos sensuais. Entre 1945 e 1946, era a modelo que mais fotografava, aparecendo em 33 capas de revista. Na altura, usava o nome de Jean Norman.

Em junho de 1946 assinou contrato com uma agência de actrizes. E foi aí que nasceu o nome Marilyn Monroe. ‘Marilyn’ por causa de Marilyn Miller, uma estrela da Broadway, e ‘Monroe’ porque era o nome de solteira da mãe.

Já divorciada do primeiro marido, Marilyn começa a ter aulas de teatro, canto e dança.

Em 1947 tem o seu primeiro papel em “Idade Perigosa”, seguindo-se “Torrentes de ódio”, em 1948.
Em 1948 assina contrato com a Columbia Pictures e começa a alterar a sua aparência, nomeadamente, o cabelo. É nesta altura que deixa de ser morena e passa a usar cabelo loiro platinado. Mas só fez um filme com estes estúdios – “Mentira Salvadora” – e o contrato terminou. Voltou aos trabalhos de modelo e, em maio de 1949, posou nua para o fotógrafo Tim Kelley.

Em 1950 teve pequenas participações em filmes de baixo orçamento, mas acabaria por conseguir assinar um contrato de 7 anos com a 20th Century Fox. Fez quatro filmes como actriz secundária.
Embora todos esses filmes a destacassem como “ornamento sexy”, recebeu alguns elogios da crítica especializada que a consideravam uma das mais brilhantes actrizes daquela época.
Por essa altura, a sua popularidade com o público também aumentou. Começou a receber milhares de cartas de fãs por semana e foi apontada pelo jornal do exército americano, a mulher mais desejada pelos soldados durante a Guerra da Coreia.

Entretanto, na sua vida privada, Marilyn estava num relacionamento com o realizador Elia Kazan.

Marilyn era apontada como a responsável pelo sucesso dos seus filmes. Chamavam-na a rainha do pin up, era a ‘dona das bilheteiras’.
Em 1951, Marilyn começa um novo romance com Joe DiMaggio, jogador de basebol dos New York Yankees, uma das mais famosas personalidades do desporto da época.

Em abril de 1952, a ‘diva’ foi destaque na capa da revista Life. Marilyn conseguiu juntar à sua reputação, a imagem de símbolo sexual quando usou um vestido revelador durante o desfile de Miss América e depois de afirmar aos jornalistas que normalmente não usava roupa interior.

No verão do mesmo ano, fez três filmes com bastante sucesso comercial. E as críticas foram muito positivas. Ao mesmo tempo, ganhava a reputação de ser difícil de trabalhar nos estúdios, o que piorava à medida que a sua carreira progredia. Frequentemente, chegava atrasada às gravações ou então nem aparecia nos dias marcados. Outras vezes, não se lembrava das suas falas e exigia que as cenas fossem gravadas até à exaustão. Além disso, manifestava uma grande dependência das suas assistentes.

Por esta altura, os problemas de Marilyn começaram a ser atribuídos a uma combinação de perfeccionismo, baixa auto-estima, medo do palco e o aumento da sua dependência de anfetaminas para controlar a ansiedade e insónias crónicas.

Em 1953, estreou 3 filmes que, além de consolidar a sua carreira, tornaram-na num importante símbolo sexual e uma das artistas mais rentáveis de Hollywood. O destaque vai para “Torrentes de Paixão”, no qual interpretou uma intrigante mulher fatal. De acordo com os historiadores foi mesmo um dos filmes mais abertamente sexuais da sua carreira. O segundo filme – “Os Homens preferem as Loiras” – por outro lado, estabeleceu a imagem da actriz como ‘loira burra’, o que não foi necessariamente mau.

Entre 1953 e 1954, Marilyn foi apontada como a estrela feminina que mais dinheiro fazia na indústria do cinema, tornando-se o maior património do estúdio 20th Century Fox. A posição da actriz como um símbolo da liderança feminina foi confirmado quando Hugh Hefner a colocou como destaque da primeira edição da revista Playboy.

No dia 14 de janeiro de 1954, ela e Joe DiMaggio casaram em São Francisco. Viajaram até ao Japão em lua-de-mel. De lá, Marilyn viajou sozinha até à Coreia onde cantou músicas dos seus filmes como parte de um show, para 70 mil marinheiros norte-americanos durante um período de 4 dias.

Em setembro do mesmo ano, Marilyn protagoniza a cena que a celebrizou ajudando a alimentar o título de símbolo sexual. Em Nova Iorque, a actriz surge em pé, na rua, sobre uma grade do Metro com o vento a levantar o seu vestido. Uma imagem icónica que atraiu uma multidão ao local, incluindo dezenas de fotógrafos. A imagem eternizou-se até aos dias de hoje.

Porém, o marido não gostou de tal exposição. E se o casamento já estava tremido, viria a acabar em outubro de 1954, apenas 9 meses depois do ‘sim’. Mas, apesar do divórcio, Marilyn manteve o seu relacionamento com DiMaggio enquanto ia tendo outros casos amorosos, entre eles, com o actor Marlon Brando e com o dramaturgo Arthur Miller. Com este último, o romance tornou-se mais sério.

Em 1955, Marilyn e a Fox assinaram um contrato de sete anos que a obrigavam a fazer 4 filmes. A cada filme, receberia 100 mil dólares e podia escolher com quem trabalhava.

Em março de 1956, Norma Jeane muda oficialmente o seu nome para Marilyn Monroe e, em 29 de junho, casa-se com Arthur Miller, numa cerimónia judaica. A imprensa reagiu mal a este casamento, pois viram a união como ‘incompatível’ dada a imagem da estrela como uma ‘loira burra’ e a de Miller como um ‘intelectual’.

Na mesma época – meados de 1956 – o uso de drogas por parte de Marilyn aumentou e, de acordo com historiadores, a actriz engravidou e sofreu um aborto.

Entretanto, resolveu fazer uma pausa no trabalho durante 18 meses para se concentrar na vida de casada. No verão de 1957 voltou a engravidar e a abortar, algo que viria a acontecer, pelo menos, mais duas vezes.

Em julho de 1958, voltou a Hollywood para o filme “Quanto Mais Quente Melhor”. Segue-se nova pausa até final de 1959, altura em que faz a comédia “Adorável Pecadora” e tem um novo caso amoroso, desta vez com Yves Montand.

O último filme terminado por Marilyn foi “Os Desajustados”. As filmagens foram feitas entre julho e novembro de 1960 e foram complicadas. Naquela época, o casamento de 4 anos com Miller estava no fim. Por outro lado, a saúde da actriz também se complicava com problemas de rins e de vesícula, enquanto a dependência de drogas se agravava.

Em vez de trabalhar, Marilyn passou grande parte do ano dedicada a esses problemas. Passou alguns meses hospitalizada e esteve num hospital psiquiátrico para cuidar de depressão. Durante esse tempo, curiosamente, recebeu ajuda do ex-marido, Joe DiMaggio.

Na primavera de 1961, volta para Los Angeles definitivamente, depois de 6 anos em Nova Iorque, e começa um relacionamento com Frank Sinatra.

Marilyn voltou à cena pública em 1962 quando recebeu um prémio especial pela sua contribuição na indústria do cinema.
A 19 de maio, cantou ‘Happy Birthday’ no palco da Madison Square Garden, durante a festa de aniversário do então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Chamou a atenção do público por causa do seu vestido colado ao corpo e coberto por falsos diamantes.

Historiadores concordam que ela teve um caso com Kennedy em algum momento dos seus últimos dois anos de vida, mas discordam quanto à sua duração e importância.

A Morte e as teorias da conspiração

Marilyn foi encontrada morta no quarto da sua casa em Los Angeles pelo seu psiquiatra, nas primeiras horas foi dia 5 de agosto de 1962. A análise toxicológica concluiu que a morte teve como causa a intoxicação por medicamentos. Os médicos e psiquiatras que conviveram com a actriz afirmam que Marilyn era propensa a medos graves e depressões frequentes com mudanças de humor abruptas e imprevisíveis, além de ter sofrido overdoses diversas no passado, possivelmente intencionalmente. Devido a esses factos e à ausência de qualquer indício de crime, a sua morte foi classificada como um provável suicídio.

O funeral realizou-se a 8 de agosto, fechado ao público, apenas para amigos próximos. Nesse dia, centenas de pessoas esgotaram as ruas à volta do cemitério, no último adeus à Diva Loira.

Várias teorias conspirarias sobre a morte de Marilyn foram apresentadas nas décadas seguintes, incluindo assassinato e overdose acidental.

Uma das mais conhecidas teorias coloca Robert F. Kennedy como o autor do crime. Ele terias ordenado a sua morte para que não revelasse os seus segredos e os do seu irmão, o presidente.

Em agosto de 2018, o governo dos Estados Unidos divulgou documentos oficiais – que estiveram secretos por mais de 50 anos – segundo os quais a actriz teria abortado um filho, fruto do seu relacionamento secreto com Robert F. Kennedy.

 

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