Acha que está grávida e acaba a dar à luz um tumor

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Lauren Knowles, natural de Aberdeen, na Escócia, já tinha um filho mas sonhava aumentar a família. Ficou radiante quando, após várias tentativas para engravidar, um teste de gravidez deu positivo.

A gravidez veio a revelar-se um pesadelo quando Lauren descobriu que afinal não tinha um bebé mas sim um gigantesco tumor cancerígeno a crescer-lhe no útero.

Tudo decorria normalmente mas, quando Lauren estava grávida de sete semanas e meia, desenvolveu uma série de manchas pelo corpo e sofria hemorragias. Preocupada foi fazer uma ecografia e o que descobriu deixou-a destroçada.

Foi informada que tinha uma gravidez molar, uma rara complicação que ocorre quando o processo de fertilização não decorre com normalidade.

As células que formariam a placenta desenvolveram-se de forma anormal e acabaram por se formar num amontoado de células, que degeneraram em tumores trofoblásticos gestacionais.

Habitualmente estes tumores são benignos mas, para piorar a situação de Lauren, os que tinha eram malignos e a jovem teve que lutar contra um cancro nas piores condições psicológicas.

“Foi horrível. Tinha imensas dores e lembro-me que uma vez fui passar com o meu filho, o Charlie, e, quando o empurrava no baloiço, olhei para baixo e vi uma poça de sangue enorme. Foi um período muito difícil da minha vida”, recorda Lauren.

A escocesa removeu o tecido canceroso e enfrentou vários ciclos de quimioterapia. Tudo parecia bem mas o cancro voltou. Novos tratamentos e nada parecia resultar. O tumor maligno voltou pela segunda vez e continuava a crescer a um ritmo alarmante.

Esperanças destruídas e uma nova vida

Já sem esperanças de sobrevivência, um dia Lauren sentiu fortes dores abdominais e, na casa de banho, acabou por dar à luz o tumor que lhe continuava a crescer no útero. Lauren conta que ficou “muito feliz” quando isso aconteceu, porque “significava que estava livre do cancro”. No entanto as más notícias vieram logo a seguir.

Lauren continuava a querer ter o segundo filho, mas foi informada pelos médicos que a acompanhavam que “dificilmente voltaria a engravidar”.

Decidida a mudar o seu fado, a mulher mudou-se com o companheiro, Trent, e o filho para Perth, na Austrália, e nunca deixou de lado o sonho de voltar a ser mãe.

Recuperou do cancro e, um ano depois, nem queria acreditar quando descobriu que estava grávida.

Desta vez tudo decorreu com normalidade e a pequena Indi nasceu. Tem hoje dez meses.

“Quando na primeira ecografia vi o coração dela a bater não consegui parar de chorar. Era real, era verdadeiro. A Indi nasceu umas semanas antes do tempo, mas foi tudo perfeito. Ainda agora não acredito que o meu sonho de ter um segundo filho se concretizou.

Eu achava mesmo que nunca mais ia conseguir engravidar, por mais que tentasse. Quero que a minha história dê esperança a todos os que passam por dificuldades na vida. O que parece impossível é possível.

Em especial espero que o meu caso chame a atenção para as gravidezes molares e que as mãe que passem pelo mesmo que eu passei se sintam apoiadas e que não estão sozinhas no pesadelo”, conclui Lauren.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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