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11/10/2019 17:57

Actor Filipe Vargas diz que eleição de André Ventura é atentado à democracia e a de Joacine Katar é a sua salvação

As eleições legislativas, em particular os novos partidos que terão representação no parlamento português, continuam a dar que falar e gerar polémica. E aqui, o destaque vai para Joacine Katar Moreira, do ‘Livre’, e André Ventura, do ‘Chega’.

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Em total desacordo com a petição pública para impedir que a deputada Joacine tome posse, o actor Filipe Vargas escolheu não ficar calado e insurgiu-se no Facebook contra a situação.

“Há uma petição para impedir que a ‘impatriota’ Joacine Katar Moreira tome posse como deputada na Assembleia da República. (…) E por quê? Porque é mulher? Porque é preta? Porque é gaga? Não. É porque alguém levou uma bandeira da Guiné-Bissau para os festejos da eleição de Joacine”, começa por dizer Filipe Vargas, dizendo depois que, este gesto nada tem de ‘impatriota’.

“Como Joacine nasceu na Guiné e tem família guineense, alguém, possivelmente também guineense, resolveu festejar dessa maneira, o que me parece absolutamente natural e legítimo”, defende.

“É aqui que estamos, neste sítio esquisito em que o racismo sai à rua sem pudor. Abstenho-me de transcrever os comentários obscenos que acompanham a dita petição, mas aconselho a sua leitura para que se perceba que assim como a eleição de André Ventura é um atentado à nossa Democracia, a eleição de Joacine pode ser a sua salvação. Isto porque a nossa Democracia está assente em valores que estão plasmados na nossa Constituição e, os que a invocam para atacar Joacine, são os únicos a desrespeitá-la”, escreve.

Por outro lado, o actor mostra a sua indignação pelo facto da gaguez de Joacine Katar também estar a ser usada contra ela.

“O maior ataque feito a Joacine é pelo facto de ser gaga. Isso mesmo. Sucedem-se as piadas e o gozo escancarado e até se alimentam teorias da conspiração de que é uma falsa gaga. Acontece que, caros subscritores da petição, isto também é inconstitucional”, realça.

Por fim, Filipa Vargas descreve a deputada do Livre como “uma voz contra o racismo, a xenofobia, a discriminação de género e tantos outros problemas que, por não terem o eco que deveriam ter, conduziram a este ponto de situação”.

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Jose Guinot

Sou jornalista desde sempre, diria. Comecei na rádio e passei pela imprensa, na Media Capital Edições, onde estive 11 anos. Jornalismo é o que faço e farei o resto da vida. Provavelmente.

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