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Adjudicada abertura do canal na Baixa para instalação do ‘metro bus’ em Coimbra

Coimbra, 22 jul 2020 (Lusa) — A obra de abertura do canal na Baixa de Coimbra, no âmbito da adaptação do ramal da Lousã a autocarros elétricos (‘metro bus’), vai ser adjudicada por mais de 3,2 milhões de euros, foi hoje anunciado.

A administração da Metro Mondego (MM) deliberou hoje adjudicar à empresa Veiga Lopes “a empreitada de abertura do canal na Baixa de Coimbra, que permitirá a execução da Linha do Hospital do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM)”, afirma uma nota da empresa enviada hoje à agência Lusa.

“A abertura desta via estruturante, que ligará a frente de rio [Mondego] à Rua da Sofia”, envolve um investimento da ordem dos três milhões e 249 mil euros, mais IVA (imposto sobre o valor acrescentado), refere a MM.

O empreendimento, que deverá ser executado no prazo de 23 meses, prevê a reconstrução de vários imóveis e a construção do edifício-ponte na Rua da Sofia, da autoria do arquiteto Gonçalo Byrne, que irá permitir a passagem do ‘metro bus’.

Com a intervenção, ficarão disponíveis dois edifícios, com uma área de construção de cerca de dois mil e 600 metros quadrados, destinados a comércio, restauração, serviços e habitação.

A Linha do Hospital, em que esta empreitada se insere, fará “a ligação da zona da Baixa de Coimbra e da Linha da Lousã à zona de Celas, onde se localiza um importante complexo de saúde” — Hospitais da Universidade (HUC), Hospital Pediátrico e Instituto Português de Oncologia (IPO), faculdades de Medicina e de Farmácia (polo III da Universidade de Coimbra) — e “vários Institutos de investigação e outros equipamentos de importância estratégica para a cidade e para a região”, sublinha a MM.

O concurso para adaptação do ramal da Lousã a ‘metro bus’, no troço urbano de Coimbra entre a Portagem e o Alto de São João, foi lançado em 24 de junho, por 31,7 milhões de euros, de acordo com o anúncio então feito pela Infraestruturas de Portugal (IP).

A parte da obra que diz respeito à empresa IP implica um investimento superior a 24 milhões de euros, que integra uma candidatura a fundos comunitários, para uma comparticipação de 85%, no âmbito do Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

Para além da IP, também estão envolvidas neste empreendimento, com um prazo de execução de 545 dias, as empresas Águas Centro Litoral e Águas de Coimbra, cujas intervenções custam quase sete milhões de euros e mais de meio milhão de euros, respetivamente.

O SMM foi a solução adotada pelo Governo, em 2015, para oferecer “uma resposta adequada às necessidades de mobilidade das populações”, na sequência da desativação do ramal da Lousã, há mais de uma década, para dar lugar à então preconizada criação de um metropolitano ligeiro de superfície em Coimbra e área diretamente servida pela ferrovia (concelhos de Coimbra, da Lousã e de Miranda do Corvo).

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