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Agente da PSP agredido em serviço faz desabafo após condenação de colegas

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Um agente da PSP veio a público denunciar um caso de violência ocorrido durante o serviço.

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Rodrigo Jesus publicou no Facebook uma longa mensagem onde descreve os acontecimentos ocorridos no dia 25 de Abril de 2016, e mostra-se indignado com o “estado da justiça” depois da condenação de oito colegas que estavam acusados de agressões e insultos racistas a seis jovens da Cova da Moura, em 2015.

“No dia 25 de Abril de 2016 fui vítima de uma agressão violenta por parte de três indivíduos, que furtaram um motociclo de um cidadão que provavelmente estava em casa descansado após trabalhar, tendo eu no cumprimento do dever e das minhas obrigações profissionais como assim o exigem os senhores do poder iniciado perseguição aos mesmos após os visualizar em fuga”, pode ler-se na publicação.

“Durante essa perseguição fui agredido por arremesso de telhas e pedras por parte dos três agressores, não com o objetivo de fugir, porque uma telha tinha chegado para isso. Daí resultou 1 hora em cirurgia para levar 9 pontos na face e 17 agrafos na cabeça”, refere.

O agente conta ainda que nessa ocorrência “foi possível intercetar os três indivíduos e deter os mesmos, que por abrangência legal recolheram a celas de detenção para posteriormente serem apresentados em tribunal competente”.

“Para o normal das situações, lá foram dois deles libertados com Termo de Identidade e Residência, e um outro que por sua vez o principal agressor, extraditado por incorrer no crime de imigração ilegal e não pelo crime cometido sobre mim. Até aqui tudo normal para o que estou habituado”, afirma.

Rodrigo Jesus lamenta ainda que passados três anos ainda continue a aguardar o julgamento do caso.

“No entanto passados 3 anos lá continuo eu a aguardar julgamento, uma vez que não conseguem notificar o agressor, pois só após eu pedir indemnização é que se lembraram que extraditaram um dos agressores e agora não têm a quem imputar responsabilidades uma vez que referem que os outros dois nada têm a ver com a agressão, e o Policia QUE SÓ PEDE AQUILO QUE PERDEU com a baixa médica resultante da agressão uma vez que estive 6 meses impedido de trabalhar e realizar gratificados, que iludem o baixo salário mensal auferido”.

O agente decidiu fazer esta publicação a relatar o caso porque ficou desiludido por ver oito colegas acusados, referindo-se ao caso da Cova da Moura.

“Qual o meu espanto de receber a notícia que 8 elementos policiais, foram condenados por ações cometidas no exercício das suas funções, sendo-lhes atribuídas penas de prisão efetiva, para alguns por sua vez suspensa e ainda o culminar da vergonha o pagamento de indemnizações de valores surreais, eu como Polícia uma miséria que nem sequer vou ver, para os coitadinhos dos criminosos valores a chegar aos 50 000 euros, mais de 10 vezes superior ao que pedi. Vergonha ou não esses já têm direito a 50 000 euros, eu não o vou poder ter, uma vez que o agressor já cá não está e o Sr. Estado Português não assegura o pagamento nestes casos.”.

“Não percebo o significado de igualdade, ao qual tanto apelam os visados de certos bairros que se escondem debaixo de conceitos para dissimular as suas atividades e desculpar aquilo que num estado de direito democrático não devia ser desculpado, mas sim julgado como todos os outros”, continua.

“Obrigado, mas não quero selfies, não quero palavras de apoio, não quero palmadinhas nas costas.
Quero sim justiça e ações concretas de proteção para os que todos os dias e noites saem de casa sem saber se voltam, para proteger Portugal e os seus cidadãos DE BEM.”, termina.

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