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Ambientalistas dizem que Câmara do Porto está a tentar travar abate de sobreiros

Porto, 16 mai 2020 (Lusa) — A associação Campo Aberto revelou que a Câmara do Porto está a “atuar junto do promotor” da construção de uma residência de estudantes na Asprela para “salvaguardar os sobreiros” cujo “abate bárbaro” foi denunciado pelos ambientalistas.

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Num comunicado a que a Lusa teve hoje acesso, a Campo Aberto cita um “ofício enviado pela Câmara do Porto”, no qual a autarquia diz estar “a avaliar as soluções disponíveis no sentido da mitigação da destruição deste património natural, designadamente atuando junto do promotor com vista à introdução de eventuais alterações ao projeto que minimizem o impacto sobre o coberto vegetal, de forma a salvaguardar os sobreiros existentes.»

Isto, “não obstante ser competência do Ministério do Ambiente, através da sua Secretaria de Estado, bem como do ICNF [Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas], a tutela e proteção específica destas espécies arbóreas” e de o município “nunca” ter sido “consultado ou informado pelo ICNF sobre a matéria”, descreve o ofício citado pela Campo Aberto.

“Os nossos e outros alertas foram ouvidos pelos pelouros do Ambiente e do Urbanismo da Câmara do Porto. De facto, em ofício que nos enviaram, informam que vão envidar todos esforços junto do promotor da obra para tentar evitar o abate dos sobreiros”, destaca a associação.

A Campo Aberto refere, ainda, que, “do ofício, depreende-se que o governo central nem sequer consultou o município sobre o assunto”.

A Campo Aberto criticou na sexta-feira a autorização dada pelo Ministério do Ambiente para o abate “bárbaro” de 31 sobreiros na zona Asprela, no âmbito de um projeto de construção de uma residência de estudantes.

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Em comunicado, aquela associação referiu que a autorização dada pelo Ministério, através da Secretaria de Estado da Conservação da Natureza, Florestas e Ordenamento do Território, é “paradoxal porque emana de um órgão cuja missão é a conservação da natureza”.

Para a Campo Aberto, a construção dessas residências poderia ser incentivada ao longo da linha de metro que vai de São Bento ao Hospital de São João, “sem ter que destruir nada de valor ecológico elevado”.

De acordo com a associação, o abate dos 31 sobreiros, nas ruas da Azenha e do Carriçal, perto da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, insere-se num projeto de construção nesse local de uma residência de estudantes, tendo sido autorizado em 24 de abril. Nesse despacho, a autorização é condicionada ao licenciamento da obra pela Câmara do Porto.

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