Ânimos exaltados. Procuradora pede aos arguidos que assumam ataque à Academia de Alcochete

O debate instrutório do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, decorreu esta quarta-feira, no Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa.

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Os trinta e dois arguidos marcaram presença no tribunal.

Um deles é Bruno de Carvalho. O ex-presidente do Sporting é acusado pelo Ministério Público de ser autor moral do ataque de 15 de maio de 2018.

O Correio da Manhã está a acompanhar os depoimentos em tribunal.

Os ânimos exaltaram-se durante esta tarde.

A procuradora Cândida Vilar anexou novas provas ao processo: As perícias aos telemóveis de Bruno de Carvalho e Mustafá e ainda mensagens apagadas que foram recuperadas.

Cândida Vilar afirma que o grupo foi a Alcochete para agredir os jogadores e não para ter uma conversa.

Dirigindo-se a Mustafá, que afirmou que nada fez. “Então que foi lá fazer?”, pergunta pedindo que “Assumam isso. Foram porque estavam irrequietos com o treinador e jogadores”.

“Como é possível não terem noção de que todos iam fazer algo? É impossível. E os senhores insistem com os requerimentos do que a GNR nada fez, que as provas são nulas, insistem em dizer que ninguém fez nada. Então porque é que fugiram quando chegou a GNR”, diz a procuradora.

“Se tivessem ido lá falar com os jogadores não tinham fugido”, acrescenta.

“Todos falavam em apertar os jogadores. Todos sabiam o que iam fazer a Alcochete”, continua. “Andaram a pedir moradas aos jogadores. Isso até levou a medidas de segurança para alguns jogadores. No grupo diziam que a ‘bófia’ demorava 20 minutos a chegar e tinham tempo para levar a cabo o ataque”, acrescenta.

“Os senhores sabem que havia crianças na Academia. E mesmo assim atiravam tochas pelas janelas. Isso não se faz a ninguém e os senhores fizeram”, termina.

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