Antero de Quental em foco a partir de hoje em Ponta Delgada nos 175 anos do nascimento

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As jornadas “Antero Hoje”, que assinalam os 175 anos sobre o nascimento de Antero de Quental, começam hoje, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e incluem uma exposição com documentos e artigos do poeta açoriano.

As jornadas anterianas decorrem na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, numa iniciativa da Secretaria Regional da Educação e Cultura dos Açores e da Fundação Calouste Gulbenkian.

São oradores dos Açores António Machado Pires, Urbano Bettencourt, Ana Cristina Gil e Magda Carvalho e, do continente português, participam os conferencistas Eduardo Lourenço, Ana Maria Almeida Martins, Luiz Fagundes Duarte e Guilherme d’Oliveira Martins.

“O objetivo das jornadas é a comemoração dos 175 anos do nascimento do maior poeta açoriano, sendo que é intenção a publicação em livro do resultado destas conferências e reflexões”, refere uma nota de imprensa do executivo regional.

Integrada nas jornadas, que decorrem nas tardes de hoje e quarta-feira, está patente no mesmo local a exposição “Antero de Quental – 1842-1891”.

Trata-se de uma exposição composta por três núcleos, o primeiro “Bruno Tavares Carreiro: biógrafo”, o segundo “A construção da intelectualidade; as suas leituras” e, o último, “João Faria e Maia: um grande amigo”.

“A exposição apresenta documentos originais do acervo de Bruno Tavares Carreiro e de João Faria e Maia, assim como da livraria de Antero de Quental, além de materiais iconográficos, nomeadamente um busto, os sapatos de Antero e algumas particularidades que estão guardadas em cofre”, adianta a mesma nota.

A mostra, organizada pela biblioteca, integra ainda “alguns exemplares de bibliografia passiva, maioritariamente escrita pelos intervenientes no colóquio, além de livros de e sobre Antero de Quental, disponíveis para empréstimo domiciliário”.

Na quarta-feira, pelas 09:30 locais (mais uma hora em Lisboa), decorre na escola secundária Antero de Quental a sessão de poesia “Chá com Antero”, na qual serão recitados poemas do escritor por alunos e ex-alunos da escola.

Antero Tarquínio de Quental nasceu em Ponta Delgada, no seio de uma família ilustre, descendente dos primeiros povoadores da ilha de São Miguel.

Considerado um dos grandes sonetistas da literatura portuguesa, publicou a sua primeira obra, “Sonetos de Antero”, em 1861.

Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, trabalhou numa tipografia, fundou “A República – Jornal da Democracia Portuguesa”, em 1870, e, com os protagonistas da Geração de 70 (que em Lisboa viria a tomar o nome do grupo do Cenáculo), a que pertencia, como Eça de Queirós, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão, organizou a série de conferências democráticas do Casino Lisbonense, as chamadas “Conferências do Casino”, que acabaram proibidas após a quinta sessão.

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