Armadilha para ciclistas de volta a trilho de montanha

Detectámos que tem um Ad Block ativo

Utilizamos anúncios para ajudar a manter o nosso site, considere desativar o Ad Block (bloqueador de anúncios) no nosso site para poder ver os conteúdos.

Os nossos anúncios não são intrusivos!

Grupo de betetistas encontrou dois cabos de aço, presos de um lado e do outro, num monte em Pevidém, muito frequentado também por motociclistas.

Um grupo de betetistas de Guimarães encontrou, anteontem, um trilho armadilhado com recurso a uma técnica que já não era vista há dois anos.

A armadilha é quase invisível e consiste na colocação de um arame à altura da cabeça do ciclista.

O cabo de aço está atado nas duas extremidades, esticado, o que faz com que o ciclista possa sofrer graves lesões, ou até morte, ao colidir a alta velocidade com o fio de aço.

Desta vez, a armadilha foi encontrada por um grupo no trilho sinuoso da Senhora dos Montes, em Pevidém, um monte público onde betetistas e motociclistas costumam passar.

O monte faz a ligação entre a vila de Pevidém e a freguesia de Nespereira, Guimarães, sendo que a armadilha foi encontrada no início do percurso, em Pevidém.

“Cuidado com estes arames na parte de baixo da Senhora dos Montes, hoje foi por pouco”, denunciou o betetista José Martins, no Facebook. Entretanto o JN confirmou, no local, que o arame já tinha sido cortado.

Os trilhos armadilhados começaram a aparecer com mais frequência nos montes do Minho no início de 2015, mas a regularidade com que surgiam diminuiu um ano depois.

Para o desaparecimento dessas armadilhas terão contribuído as várias denúncias feitas, naquela época, por vários betetistas que encontravam frequentemente os arames atados de uma ponta à outra do trilho.

Na altura, foram denunciados casos em Guimarães, Braga, Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso.

Sem ter conhecimento do caso concreto encontrado esta semana, o presidente da Associação de Ciclismo do Minho, José Luís Ribeiro, adianta que o conselho é “ter cuidado e denunciar às autoridades competentes” todos os casos de armadilhas que sejam avistados.

O responsável acrescenta que podemos estar “perante crimes”, até porque “muitas situações do passado aconteceram em terrenos que são do domínio público”.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

Recomendações

Recomendações

Comente e partilhe a sua opinião!