“A Assembleia da República que clarifique se quer manter o governo”

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Marcelo Rebelo de Sousa exigiu ao Parlamento que clarifique o apoio ao Governo. E exigiu ao Executivo medidas com impacto imediato.

“O Presidente é antes de mais uma pessoa”, diz o PR, no início da sua mensagem, relatando a forma como testemunhou as tragédias de Pedrógão e do último fim de semana.

“Dezenas e dezenas de testemunho de perdas de tudo”, afirmou o presidente, para quem as vítimas mortais “são um peso enorme na consciência”

“O fundamental é o que vai na alma dos portugueses”, fez questão de dizer.

“A fragilidade existe e atinge os poderes públicos”. E faz questão de dizer: “Esta é a última oportunidade para levarmos a sério a floresta”

Pede que haja “uma convergência alargada” a nível dos partidos para a resolução dos problemas, mas deixa recado ao executivo. O presidente, disse, “espera que o governo retire todas as consequências do que aconteceu”.

Marcelo não evitou a questão da moção de censura do Governo que será votada no Parlamento: “Se há na AR há quem questione a capacidade do Governo, que a Assembleia clarifique se quer manter ou não o governo”, disse.

Num discurso duro, Marcelo afirmou que fazer reformas “a pensar no médio ou longo prazo não significa convivermos com estas tragédias”. E deixou o recado: Onde existe fragilidade, ela terá de deixar de existir”.

Por fim, o Presidente deixou um pedido de desculpas às vítimas dos incêndios.

Marcelo recebe CDS-PP e PCP na quarta-feira

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, vai receber o CDS-PP na quarta-feira às 20:00 no Palácio de Belém, em Lisboa, e depois o PCP, às 21:00, disse à Lusa fonte da Presidência da República.

Estes dois partidos pediram audiências ao Presidente da República na sequência dos incêndios florestais que deflagraram no fim de semana.

No caso do CDS-PP, a audiência foi pedida com caráter de urgência. O PCP pediu também para ser recebido pelo primeiro-ministro e pela procuradora-geral da República.

Os mais de 500 incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 41 mortos e 71 feridos, dos quais 16 em estado grave, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O Governo decretou três dias de luto nacional, entre hoje e quinta-feira.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

Este artigo foi publicado originalmente no Diário de Notícias

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