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Associação Sindical da Polícia concorda com menos esquadras e mais agentes nas ruas

Lisboa, 02 jul 2020 (Lusa) – O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia afirmou que concorda com a revisão do dispositivo, desde que se aumente a presença de agentes” nas áreas onde vão encerrar esquadras.

Paulo Rodrigues falava à agência Lusa, a propósito do anúncio feito hoje pelo diretor nacional da PSP, superintendente Manuel Magina da Silva, que pretende reduzir drasticamente o número de esquadras nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, estando a ultimar uma proposta que vai ser entregue à tutela até ao final do ano.

Paulo Rodrigues disse que Magina da Silva recuperou um tema já abordado “há bastante tempo” e sobre o qual a Associação “até concorda, desde que nas áreas onde são encerradas haja uma saturação de agentes para dar confiança às populações”.

O responsável da Associação Sindical reconheceu que “há esquadras sem condições e outras que distam entre si 800 metros” e que a população ganha mais com os agentes policiais nas ruas.

Estes agentes podiam ser colocados na rua reforçando a presença da PSP, disse Paulo Rodrigues.

Manuel Magina da Silva discursava hoje na cerimónia do 153.º aniversário da Polícia de Segurança Pública, no final da qual explicou aos jornalistas que a reorganização das instalações policiais faz parte de uma proposta que está a ser ultimada e vai ser apresentada ao Ministério da Administração Interna “antes do final do ano”.

Esta proposta “tem um ponto de partida matemático: quantas mais esquadras tivermos, menos polícias temos na rua para acorrer aos cidadãos em apuros. O que auxilia o cidadão que está em apuros são as unidades móveis, as viaturas, não são as esquadras”, disse Magina da Silva.

Segundo Magina da Silva, são necessários 12 elementos policiais para garantir uma esquadra aberta, por isso a redução do número de instalações policiais é “uma questão de garantir a eficiência do sistema”.

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