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Aumento da despesa com pessoal traduz “esforço muito significativo” — Centeno

Lisboa, 23 dez 2019 (Lusa) – O ministro das Finanças reiterou hoje que o aumento da despesa com pessoal de 3,2% em 2020 traduz um “esforço muito significativo” e recusou comentar ações de luta que os sindicatos da função pública pretendem realizar em 31 de janeiro.

Assinalando que “faz parte da liberdade sindical estabelecer as formas de luta que achar convenientes”, o ministro das Finanças sublinhou: “Todos somos responsáveis”.

Questionado sobre se há margem para ir além de um aumento de 0,3% nos salários da função pública e, desta forma, responder positivamente às reivindicações que estão na origem das ações de luta agendadas pelos representantes dos trabalhadores, o ministro das Finanças respondeu com o aumento de 3,2% da despesa com pessoal que está previsto para 2020.

“Para o ano de 2020 temos previsto um aumento da despesa com pessoal de 3,2%, [sendo que] destes 3,2% há 2,9% que decorrem de processos que já foram assumidos pelo Estado” no âmbito do descongelamento das carreiras. Os restantes 0,3% correspondem à atualização das carreiras.

O ministro, numa declaração aos jornalistas em Lisboa, fez questão de lembrar que nos últimos 20 anos as tabelas salariais foram atualizadas “apenas duas vezes” e que os 0,3% previstos correspondem ao “esforço orçamentado” e que é “um esforço muito significativo”.

Na semana passada, depois de a Frente Comum, afeta à CGTP, ter anunciado uma manifestação nacional da função pública em 31 de janeiro, em Lisboa, a Fesap adiantou que estava a “equacionar” realizar uma greve em 31 de janeiro, apelando a “todas as estruturas sindicais” para que se juntem na resposta ao Governo sobre aumentos salariais de 0,3% em 2020.

Neste contexto, a Fesap enviou uma carta aos dirigentes da Frente Comum e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) no sentido de as três estruturas concertarem posições, após ser conhecida a proposta de atualização salarial do Governo.

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