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Autópsia revela que Valentina foi morta com agressões violentas

Foto: Direitos Reservados

A autópsia ao corpo de Valentina terminou, confirmando-se que as causas da morte da menina foram agressões muito violentas, desmentindo a versão avançada pelo pai da menina, que deu conta de uma queda. A menina foi morta de forma muito violenta, de acordo com a autópsia.

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Segundo o que o Correio da Manhã conseguiu apurar, o funeral da menina acontece amanhã, dia 12, às 17h00, no cemitério de São Brás, Bombarral.

Menina não estava sinalizada pela CPCJ

Valentina, de 9 anos, não estava sinalizada pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), informou esta segunda-feira esta entidade, que em 2019 arquivou um processo relativo à criança.

Em resposta à agência Lusa, a CPCJ de Peniche, no distrito de Leiria, esclareceu que a criança foi sinalizada em abril de 2019, depois de ter fugido da casa do pai e ter sido encontrada pelas autoridades policiais logo de seguida.

Um mês depois, o processo foi arquivado.

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“Tendo em conta os factos sinalizados e a informação recolhida à data, entendeu a CPCJ que não havia situação que justificasse a necessidade da aplicação de medida de promoção e proteção”, justificou a CPCJ.

Após essa data, a CPCJ não voltou a sinalizar a criança.

História do crime

Recorde-se que a menina, de 9 anos, desapareceu na quinta-feira em Peniche e foi encontrada morta na manhã deste domingo, num eucaliptal e coberta por vegetação a caminho da Serra D’el Rey, no distrito de Leiria.

O pai, de 32 anos, e a madrasta, de 38, de Valentina foram detidos por serem suspeitos do crime. Confrontado pela PJ, Sandro, o progenitor, cedeu. Revelou que houve um acidente, que Valentina morreu na quarta-feira à noite. O homem disse que estava a exigir à filha que lhe contasse a verdade sobre boatos de ela ser vítima de abusos sexuais.

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Conta que Valentina tomava banho e foi nessa altura que a pressionou e tentou forçar uma confissão. Mas, ainda na versão dele, ela teve um ataque e convulsões. E morreu. Márcia, a madrasta, disse que nem estava no WC. Não assume que ajudou a esconder o corpo. Sandro confirma, mas iliba a mulher da morte. Levaram o cadáver da menina no banco de trás da sua Renault Scenic verde e esconderam-no com as giestas.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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