Avião da Força Aérea detetou início de fogos e pessoas a fazer queimadas

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A Força Aérea evitou neste fim de semana que vários focos de incêndio ganhassem uma dimensão tal que poderiam traduzir-se em situações complicadas para os bombeiros, num período em que Portugal continuou sob temperaturas elevadas.

Ao mesmo tempo, o patrulhamento efetuado pela aeronave EADS C-295M detetou queimadas e outras atividades consideradas de risco – que estão proibidas.

Durante essas 48 horas, um avião da Esquadra 502, sediada na Base Aérea do Montijo, fez missões de reconhecimento e avaliação por todo o país, tendo em conta o índice de risco de incêndio florestal.

Ação de prevenção que teve como objetivo evitar que surgissem focos de incêndio que pudessem resultar em fogos como os de junho (atingiram Pedrógão, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos) e deste mês (Oliveira do Hospital, Arganil, Viseu, Leiria), que provocaram 109 mortes e cerca de 300 feridos.

Desse trabalho resultou, de acordo com as informações recolhidas pelo DN junto de fonte do Ministério da Administração Interna, a identificação de “locais com elevado potencial de reacendimento, o que permitiu a realização de ações preventivas, evitando-se situações complexas e a identificação de novos focos de incêndio com imediato acionamento de equipas de combate”.

O avião EADS C-295M da Esquadra 502 tem equipamentos que permitem a deteção de pontos quentes com recurso a imagem térmica – que tanto pode ser utilizada de dia como de noite – e a sua localização. E foi com recurso a essa tecnologia que os elementos da Força Aérea encontraram vários locais, que não identificam, “com elevado potencial de reacendimento”, cujas coordenadas foram transmitidas ao Comando Nacional de Operações de Socorro, que pôde enviar para essas zonas os meios de combate a esses fogos.

Isto depois de a situação ser analisada por um elemento da Autoridade Nacional de Proteção Civil que estava no avião.

Segundo as informações adiantadas ao DN, as ações preventivas registaram “queimas e atividades de risco proibidas”. Até amanhã (dia 31), devido às condições climáticas de seca extrema que atinge o país, é proibido, por exemplo, fazer fogueiras ou queimadas, lançar foguetes e circular com tratores, máquinas e veículos de transporte pesado sem extintor.

Questionada sobre se estas ações vão continuar, fonte do MAI sublinhou que está a ser feita uma “avaliação de risco [de incêndios] em permanência e que serão tomadas as medidas consideradas necessárias” pelo gabinete do ministro, Eduardo Cabrita.

Esta missão foi realizada em articulação com os ministérios da Defesa, Agricultura e com a Estrutura de Missão para a instalação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

Este artigo foi publicado originalmente no Diário de Notícias

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