Bar de alterne paga 5 mil euros a bailarinas mas nega prostituição

A principal arguida do processo de lenocínio agravado e de exploração sexualmente no bar de alterne e striptease Impacto Club, em Coimbra, foi ouvida esta quarta-feira no tribunal de Coimbra.

Em tribunal, a principal suspeita negou que as mulheres se dedicassem à prostituição.

Adriana confirmou a exploração de bares de alterne e “striptease” presentes na acusação, mas afirmou não existir nenhuma exploração sexual das bailarinas que trabalhavam no bar.

Segundo o MP, esta arguida vivia “à custa do ganho das prostitutas”, tendo explorado no final dos anos 1990 a residencial “Camélias Club”, na Mealhada, juntamente com outra mulher, conhecida por ‘Madame Filipa’, que entretanto já faleceu.

“O Impacto era um bar de alterne e ‘striptease’, que tinha espaços reservados para dança sensual e para os clientes estarem mais à vontade a beber com as ‘meninas’, mas não tenho conhecimento, nem me apercebi, da existência de mais coisas [prostituição] nos privados”, disse hoje na primeira sessão de julgamento, citada pelo Notícias de Coimbra.

As bailarinas que Adriana contratava a agências ganhavam 5 mil euros por mês.

Ao conjunto de juízes, a mulher disse que contratou uma agência de bailarinas para os espetáculos de “striptease, que eram na sua maioria estrangeiras, nomeadamente brasileiras”.

Sobre a situação legal das bailarinas, a arguida disse que não se preocupava com essa questão. “Para mim, se vinham da agência, estavam legais”.

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