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BE exige fim de aeroporto do Porto gerido como “apeadeiro” do de Lisboa

Porto, 20 jul 2020 (Lusa) — O BE exigiu hoje que o aumento da participação pública na TAP deve inverter a “desvalorização” do aeroporto do Porto e a sua transformação “num apeadeiro” do de Lisboa, devolvendo ao equipamento a sua “centralidade” no Noroeste Peninsular.

“A nossa exigência é que, com o controlo público, a TAP inverta a estrutural desvalorização do aeroporto Francisco Sá Carneiro, que o transformou num apeadeiro a caminho de Lisboa, cancelando rotas e voos intercontinentais, quando o aeroporto do Porto pode e tem de ser uma plataforma do Noroeste Peninsular”, defendeu José Soeiro, deputado do BE, em declarações à Lusa após uma reunião com o Sitava – Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos.

O deputado observou que, de acordo com informações do sindicato, o aeroporto do Porto retomou a atividade parada devido à covid-19 em “15 a 20%” e que a TAP o fez entre “5 a 10%”.

“A TAP está a retomar a atividade mais lentamente do que outras companhias e pode perder clientes para essas companhias. Dos 44 voos programados esta manhã para sair do aeroporto do Porto, só três eram da TAP”, alertou José Soeiro.

Para o deputado, “a TAP está a remar de forma muito mais lenta do que outras companhias”.

A “expetativa”, explicou, é que o aumento do capital público na companhia leve a uma “gestão mais equilibrada” do território, lembrando que voos intercontinentais, retirados do Porto ainda antes da pandemia, “têm a capacidade de atrair a população da Galiza”.

“É preciso retomar rotas e voos e a centralidade do aeroporto”, defendeu.

Soeiro observou ainda que a crise no setor tem tido “consequências laborais profundas”, manifestando-se preocupado que “empresas que recebam apoios públicos para manter postos de trabalho estejam a descartar-se de trabalhadores precários”.

Um decreto-lei aprovado na quinta-feira autoriza “a aquisição pelo Estado das participações sociais, dos direitos económicos e das prestações acessórias” da atual acionista da TAP SGPS Atlantic Gateway.

Com esta operação, estabelece-se “a transmissão de participações sociais representativas de 22,5% do capital social e dos direitos de voto na TAP SGPS, passando o Estado a deter uma participação social total de 72,5%, e os correspondentes direitos económicos, pelo montante de 55 milhões de euros”.

A TAP revelou na sexta-feira que foi alcançado o acordo definitivo entre todas as partes para o contrato de financiamento com o Estado, que prevê um empréstimo até 946 milhões de euros, aos quais podem acrescer outros 254 milhões.

Os trabalhadores da TAP deverão regressar ao trabalho em agosto, mas com horários reduzidos, em 70%, 50% ou 20%, segundo uma comunicação interna do diretor dos Recursos Humanos, a que a Lusa teve acesso no domingo.

“Não haverá mais ‘lay-off’/suspensão de contrato de trabalho, pelo que todos os nossos colaboradores estarão em ‘lay-off’/redução de horário de trabalho. Ou seja, todos os trabalhadores estarão a trabalhar ainda que com uma qualquer redução de horário de trabalho aplicada”, explica a comunicação interna enviada pelos Recursos Humanos do Grupo TAP às direções dos vários departamentos.

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