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BE não quer Centeno a liderar Banco de Portugal, mas recusa empatar ou apressar leis

O BE considerou hoje que Mário Centeno não tem “condições políticas” para ser Governador do Banco de Portugal, mas recusou colaborar para empatar ou apressar o processo legislativo em curso, que não deve determinar os termos desta nomeação.

“O Bloco de Esquerda entende que Mário Centeno não reúne as condições políticas para ser nomeado Governador do Banco de Portugal e o primeiro-ministro não deverá nomeá-lo se a sua proposta não obtiver um apoio maioritário no parlamento”, defendeu a deputada e dirigente do BE Mariana Mortágua, numa conferência de imprensa na sede bloquista, em Lisboa.

Assim, na perspetiva de Mariana Mortágua, “esta deveria ser uma regra legal, tornando-se uma escolha imperativa neste contexto”, ou seja, “o parlamento tem de ter uma voz vinculativa na escolha do próximo Governador do Banco de Portugal, validando a escolha política feita pelo Governo”.

No entanto, em relação ao processo legislativo em curso no parlamento sobre as regras da nomeação e destituição dos membros da administração do Banco de Portugal, a deputada do BE avisou que, para este “ser legal e constitucional”, deve “decorrer nos normais termos e prazos do parlamento”.

“Não será este processo legislativo a determinar os termos da substituição do atual governador do Banco de Portugal. Não iremos colaborar, portanto, para que este processo seja empatado nem para que seja apressado por meras razões de circunstância política”, assegurou.

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