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BE pede compromisso para expansão do metro de Lisboa no próximo quadro comunitário

Lisboa, 20 mai 2020 (Lusa) — O BE desafiou hoje o Governo a comprometer-se com a inscrição do alargamento do Metropolitano de Lisboa para os concelhos de Loures e Oeiras no próximo quadro comunitário.

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Durante uma audição, a semana passada, no parlamento, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, adiantou que “estarão em estudo projetos para a expansão do metro para as zonas norte e oriental do concelho de Loures”, e que o Governo estará pronto para lançar, em outubro ou novembro, caso haja financiamento, a expansão da Linha Vermelha de São Sebastião a Alcântara-Alto de Santo Amaro, com passagem pelas Amoreiras, Campo de Ourique e Infante Santo.

Numa pergunta enviada ao ministério da tutela, e à qual a agência Lusa teve acesso, os bloquistas referem que, além da expansão da Linha Vermelha, o governante adiantou ainda à comunicação social que “está a ser feita a avaliação da extensão, sempre comparando com o metro ligeiro elétrico rápido (ou BRT), que vai de Alcântara, Alto de Santo Amaro, Ajuda, Miraflores, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada”.

“Em qualquer dos casos, a expansão da rede do metro para os concelhos limítrofes, a oriente, Loures, e a ocidente, Oeiras, implicará avultados investimentos”, adverte a mesma pergunta.

Assim, para os deputados do BE, “à imagem do que aconteceu com a denominada linha circular, inscrita no mais recente quadro comunitário, também este investimento deve poder beneficiar de fundos da União Europeia para comparticipar a obra”.

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Os bloquistas perguntam, por isso, ao Governo se está “pronto a comprometer-se com a inscrição da obra de alargamento da rede do metropolitano para os concelhos de Loures e Oeiras no próximo quadro comunitário”.

“Quando serão tomadas as medidas e acionados os procedimentos para que essa inscrição possa ser efetuada?”, questiona ainda.

O ministro do Ambiente disse, em 12 de maio, no parlamento que o Governo estará pronto para lançar a expansão da Linha Vermelha do metro de Lisboa em outubro ou novembro se houver financiamento.

João Matos Fernandes respondia a questões dos deputados, a pedido do PAN, sobre a opção pela linha circular do metropolitano, cujo concurso para ligar as estações do Rato e Santos foi assinado esta semana, no valor de 48,6 milhões de euros.

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“A Linha Vermelha é, de todas as linhas que constam do plano de expansão do metro Lisboa, aquela tem estudos mais avançados. Repito: se a conseguirmos financiar, e eu não tenho qualquer indicação neste momento de que isso seja possível, farei tudo para que seja possível”, afirmou, salientando, contudo, que isso só será possível caso venha a existir “um pacote financeiro da União Europeia para estimular a economia”, no âmbito do combate à crise financeira causada pela covid-19.

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