Cadete “brilhante” morre durante corrida na Base Naval do Alfeite

A corrida corta-mato, de 6 quilómetros, na base do Alfeite, Almada, era para avaliação na disciplina de Educação Física no 4º ano da Escola Naval, que forma os oficiais da Marinha. A 1 quilómetro do final, o cadete Bruno Fonseca Pereira, de 22 anos, caiu inanimado, às 08h55. O “brilhante aluno” de Engenharia Naval – Ramo de Armas e Eletrónica, e “grande atleta” de natação e corrida, foi alvo de manobras de reanimação durante duas horas. Mas foi declarado morto às 10h40, no Hospital de São José, em Lisboa.

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Segundo garantiu ao CM o comandante Fernando Fonseca, porta-voz da Marinha, o jovem cadete “não tinha qualquer problema médico identificado”. No final de maio fez o aprontamento para a viagem de instrução que levou o 4º ano a Cabo Verde, onde desfilou no 10 de Junho. “Os exames incluíram análises e eletrocardiogramas, com resultados normais”, disse.

A autópsia e exames complementares deverão esclarecer a causa da morte. O Ministério Público vai abrir um inquérito e a própria Marinha estava esta terça-feira à tarde a nomear o “oficial averiguante” que irá liderar um processo de averiguações.

Quando desfaleceu, Bruno Pereira, de Carcavelos, Cascais, seguia em quarto lugar no “normal” corta-mato realizado por um total de 20 cadetes homens e duas mulheres. “Foi o colega que ia imediatamente atrás quem deu o alerta”, descreveu o porta-voz. “Foi imediatamente socorrido por dois dos dez militares que vigiavam a prova, também por um oficial que ali passava casualmente a fazer desporto, e levado na viatura todo-o-terreno de apoio para o Centro de Medicina Naval [também no Alfeite]”, afirmou.

A médica que lá se encontrava faz serviço INEM mas foi também chamada a equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital Garcia de Orta. O 4º ano é o último que os futuros oficiais passam na Escola Naval antes do estágio.

Apoio psicológico
Foi a Marinha a dar a notícia da morte ao pai de Bruno Pereira. Psicólogas militares acompanharam a família. Uma outra esteve com os colegas da vítima, que, nas redes sociais, partilharam a mensagem: “A estrela de um cadete nunca se apaga, brilhará para sempre no céu.”

“Tragédia terrível”
O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, lamentou ontem a morte, afirmando tratar-se de “uma tragédia terrível” e “absolutamente inopinada” que atingiu “um jovem cadete extremamente promissor, um dos melhores do seu curso”.
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Publicado originalmente em: Correio da Manhã

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