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Câmara de Lisboa aprova aumento da contribuição anual para Orquestra Metropolitana

Lisboa, 13 fev 2020 (Lusa) – O aumento da contribuição anual da Câmara de Lisboa para a associação que tutela a Orquestra Metropolitana, em 25 mil euros, foi hoje aprovado por maioria pelo executivo municipal, passando a ser de 1,15 milhões de euros por ano.

Segundo fonte da autarquia, apenas o CDS-PP absteve-se na votação da proposta para aumentar a contribuição anual para a Associação Música, Educação e Cultura — O Sentido dos Sons (AMEC) que, além da Orquestra Metropolitana de Lisboa, gere a Academia Nacional Superior de Orquestra, o Conservatório de Música da Metropolitana e a Escola Profissional Metropolitana.

“A contribuição anual da Câmara Municipal de Lisboa, ora proposta, totaliza o valor de 1.150.000,00 Euro (um milhão cento e cinquenta mil euros), o que representa um acréscimo de 25.000,00 Euro (vinte e cinco mil euros)”, era referido na proposta subscrita pela vereadora responsável pelos pelouros da Cultura e das Relações Internacionais, Catarina Vaz Pinto.

No texto é recordado que a Câmara de Lisboa é “associado fundador da AMEC”, tendo ficado estabelecido em 2015 que, tal como os outros associados fundadores, prestaria à associação uma contribuição anual de 1,125 milhões de euros, efetuada em prestações trimestrais.

Este acordo esteve em vigor até 31 de dezembro de 2019.

“As atividades da AMEC são financiadas essencialmente pelas contribuições dos associados, de entre os quais se destacam, os associados fundadores”, lê-se no documento.

Contudo, é acrescentado, “a diminuição significativa da receita da AMEC tem vindo a prejudicar o equilíbrio financeiro da associação”, reconhecendo-se no acordo estabelecido em 2015 “por um lado, o elevado mérito da ação educativa e cultural desenvolvida pela AMEC e, por outro, a necessidade de estabilização das condições do seu suporte financeiro, de modo a garantir a sustentabilidade económica e material indispensável à prossecução dos seus relevantes objetivos”.

Na adenda ao acordo de 2015 que os associados fundadores deverão agora outorgar, é salientado que estes “reconhecem a qualidade do trabalho desenvolvido pela AMEC nos últimos anos, com especial destaque para o, sempre difícil, equilíbrio entre o cumprimento de missão da AMEC dentro de elevados padrões de qualidade, ao nível cultural e pedagógico, e a gestão racional e rigorosa dos recursos disponíveis”.

Assim, após um processo negocial com vista à revisão das contribuições dos associados fundadores, foi acordado o aumento da sua contribuição anual a partir de 2020 e até ao final de 2024.

Além da Câmara de Lisboa, são “associados fundadores” da AMEC o Governo e o Turismo de Portugal.

A AMEC tem desde o final do ano passado um novo diretor executivo, Miguel Honrado.

Miguel Honrado, ex-administrador do Centro Cultural de Belém, sucedeu a António Mega Ferreira, que desempenhou funções entre 2013 e 2019 e cessou o mandato a seu pedido.

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