Câmara do Porto apresenta no Bioblitz um “Hotel para Insetos” e outras ideias de agricultura urbana

O Município do Porto montou uma exposição de Soluções Baseadas na Natureza no Bioblitz’2019, evento focado na natureza e na biodiversidade e que está a decorrer no Parque da Fundação de Serralves até 7 de abril, com entrada livre.

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Dinamizando atividades no espaço “Municípios LIPOR”, a autarquia do Porto promove ali a divulgação de soluções para realização de agricultura em meio urbano, entre as quais um “Hotel para Insetos” que, tal como todos os outros elementos da exposição, foi concebido com recurso a materiais recuperados, numa perspetiva de circularidade dos materiais.

No mesmo âmbito, e paralelamente à exposição, a Câmara do Porto está a dinamizar para as escolas uma oficina dedicada à biodiversidade, que funciona todas as tardes até sexta-feira, 5 de abril, sempre às 14,30 horas. A oficina “6 patas, 1 casa” consiste precisamente na construção de abrigos para insetos com materiais naturais, sensibilizando os participantes para a importância dos polinizadores na conservação da biodiversidade, em particular na produção de alimentos.

Por outro lado, a exposição inclui um sistema de aquaponia, que alia a produção de peixes (aquacultura) à produção de plantas em água (hidroponia). A água circula entre os dois sistemas através de um sistema de bombagem, permitindo o aproveitamento da matéria orgânica resultante dos dejetos dos peixes como adubo para as plantas que, por sua vez, retiram essas substâncias tóxicas para os peixes, possibilitando o regresso da água ao tanque de aquacultura limpa e arejada.

Integrado nesse módulo, está também um sistema de cultura vertical que pode ser facilmente usado numa varanda e que, neste caso, é regado com a água proveniente da aquacultura.

Os sistemas vermifertilizados são soluções para pequenos espaços, que permitem o aproveitamento dos restos alimentares vegetais não cozinhados. As cascas de hortaliças e frutas, por exemplo, podem ser colocadas no tubo central destes contentores, onde existem minhocas que irão transformar estes restos de alimentos em composto rico em nutrientes. Os tubos centrais de vermicompostagem são perfurados, permitindo a autofertilização do sistema por ação das minhocas e da rega.


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