Campanha Baleia Azul visa consciencializar crianças e jovens para os perigos deste jogo

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A campanha sobre o jogo Baleia Azul, criada pelo Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa, tem hoje início com o objetivo de aumentar a consciencialização social das crianças e jovens para os perigos deste jogo.

Outra meta da campanha é difundir algumas formas de prevenção, no seguimento da apresentação já publicada no facebook da PSP.

Funcionamento do jogo

Baleia Azul é um desafio dirigido ao jogador para que complete 50 tarefas, entre as quais cortar o lábio ou infligir cortes no próprio corpo. Os administradores do jogo enviam ainda filmes e músicas que os jovens têm de ouvir, sendo que a última tarefa pode culminar no suicídio.

Para que não abandonem o jogo, os administradores/curadores ameaçam as vítimas dizendo, inclusivamente, que têm em sua posse o local de residência e informações acerca dos seus familiares.

Ao início, a adesão ao Baleia Azul faz-se através de conversações nas redes sociais, onde o jogo é apresentado e proposto por amigos.

Posteriormente o administrador/curador valida a aceitação da vítima convidada, integrando-a numa aplicação de conversação através da qual passam a interagir.

A seguir, o curador simula interesse pela vítima, envolvendo-a numa mentira fisicamente autodestrutiva e psicologicamente desestruturante. Se a vítima tentar desistir do desafio, o curador amedronta-a, fazendo-a crer que está a ser vigiada ou que pode ser humilhada.

Conteúdo da campanha

A campanha é composta por vários cartazes, que serão difundidos nas principais redes sociais. A isto acresce a intenção de fazer uma distribuição pelos diversos estabelecimentos de ensino da área metropolitana de Lisboa.

A PSP recomenda também aos pais que mantenham informados sobre os indícios do jogo, para além de falar – de forma aberta – com as suas crianças e jovens para as implicações do mesmo.

Importa ainda que os pais alertem as crianças e jovens sobre os riscos de adicionar desconhecidos e recomendem que apenas a família, amigos e pessoas da escola façam parte da lista de amizades nas redes sociais.

Sinais de alerta

Pela sua natureza, alguns dos desafios do Baleia Azul podem ter resultados visíveis e detetáveis: os golpes feitos por navalhas ou lâminas nos braços e nas mãos, assim como um corte com a palavra «sim» na coxa direita são alguns exemplos.

No mesmo sentido, a saída de casa por volta das 04h20 da manhã ou a publicação nas redes sociais da hashtag #i_am_whale podem indiciar que a pessoa se encontra dentro do jogo.

Os colegas da escola que suspeitarem de algum comportamento anómalo deverão alertar os diretores de turma, professores e/ou os psicólogos escolares. As vítimas deverão procurar ajuda psicológica especializada em quadros psicopatológicos com acompanhamento clínico.

Se precisa de ajuda ou tem dúvidas sobre este tipo de problemas, contacte a Polícia. A PSP relembra que, em caso de emergência, deverá contactar o número 112 e que o número 21 765 42 42 está ao dispor de todos os cidadãos, assim como as equipas da PSP da Escola Segura podem ser chamadas no âmbito das suas atividades diárias.
Este artigo foi publicado originalmente no Portal do Governo de Portugal

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