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08/11/2019 16:24

Caso ‘Bebé sem Rosto’: Há “fortes indícios” de irregularidades nas requisições de ecografias

A Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) informou, através de um comunicado, que há “fortes indícios de utilização irregular das requisições de exames ecográficos por parte da clínica Ecosado”, a clínica onde a mãe de Rodrigo, o bebé que nasceu sem rosto, foi acompanhada.

O inquérito indica que a Ecosado “não tem qualquer convenção relativa a este exame ou quaisquer outros com a ARSLVT” e que “as requisições do SNS utilizadas na Ecosado foram faturadas por outra clínica, conferidas através dos SPMS – Centro de Controlo e Monitorização do SNS e pagas pela ARSLVT a essa segunda entidade”.

“Há, assim, fortes indícios de utilização irregular das requisições de exames ecográficos por parte da clínica Ecosado, que recebeu as requisições não tendo qualquer convenção com a ARSLVT, e da já referida segunda clínica, que faturou as requisições ao SNS sem ter prestado o correspondente serviço”.

Segundo o comunicado, a ARSLVT vai ainda promover a cessação da convenção existente com a segunda clínica envolvida.

Recorde-se que a clínica e o médico obstetra Artur Carvalho ficaram “debaixo de fogo” depois do nascimento de Rodrigo, no dia 7 de outubro.

O menino nasceu sem olhos, sem nariz e sem parte do crânio, malformações que não foram detetadas nas três ecografias realizadas na clínica.

Redação

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