CDU quer aumentar número de deputados no Parlamento Europeu

0 70

Lisboa, 05 abr (Lusa) – O cabeça de lista europeu da CDU, que junta PCP e “Os Verdes”, desejou hoje aumentar o número de deputados eleitos no Parlamento Europeu, ao entregar a lista no Tribunal Constitucional (TC), em Lisboa.

“Mais do que um objetivo [aumentar o número de deputados no Parlamento Europeu] do PCP [CDU], é uma necessidade do país que está nas mãos dos portugueses. Os últimos anos demonstraram que foi importante termos deputados da CDU no Parlamento Europeu. Nunca vacilaram perante a necessidade de defender o interesse nacional, dos trabalhadores e do povo contra todas as pressões e houve muitas, chantagens da parte de instituições da União Europeia. É de toda a utilidade reforçar esta presença. Obviamente, é um objetivo nosso”, disse João Ferreira.

O eurodeputado foi acompanhado, entre outros, por duas das restantes candidatas, a “n.º2”, a linguista Sandra Pereira, e a quarta posicionada e primeiro elemento dos ecologistas, a professora Mariana Silva, além da mandatária nacional, a escritora Ana Margarida Carvalho.

“Está entregue a lista da CDU, candidata às eleições para o Parlamento Europeu. Fazemo-lo uma semana depois de ter prestado contas do trabalho que fizemos nestes últimos cinco anos. Um trabalho muito rico que não teme comparações. É sobre esse património de intervenção dos eleitos da CDU que queremos construir a intervenção dos próximos anos”, afirmou o também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.

João Ferreira destacou tratar-se de “uma lista que conjuga experiência com uma renovação assinalável”, referindo-se ao rol de 21 nomes e oito suplentes, onde figuram 14 mulheres e 15 homens.

“Temos a média etária mais baixa dos primeiros cinco candidatos. Temos uma forte presença de mulheres também, mesmo nesses lugares cimeiros, com três mulheres nos cinco primeiros candidatos”, sublinhou.

O membro do Comité Central comunista defendeu ainda uma “postura que procurasse chegar a bom porto” relativamente à saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’), designadamente por parte das instituições europeias, ao comentar o pedido de adiamento do processo por parte da primeira-ministra britânica até 30 de junho.

“Era bom que existisse a abertura suficiente para encontrar soluções, tendo em conta as dificuldades que persistem, de forma a poder-se efetivar, no mais curto prazo possível, a decisão que os britânicos tomaram. O adiamento, a existir e caso se venha a considerar necessário, tem de corresponder a uma mudança de atitude para se poder alcançar as convergências que não foram ainda possíveis de alcançar, muito fruto da postura de intransigência da União Europeia”, concluiu.

Outros conteúdos na web

Comente, dê a sua opinião!

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Recomendados