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Centenas de pessoas juntam-se em vigília de homenagem a animais mortos em incêndio de Santo Tirso

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Várias centenas de pessoas concentraram-se durante a noite de segunda-feira junto à Câmara Municipal de Santo Tirso para protestar “contra o massacre” ocorrido no fim de semana na serra da Agrela, em que 54 animais de um abrigo ilegal morreram num incêndio.

“Estamos a protestar contra a inação da Câmara de Santo Tirso, que apenas reagiu à 01h00 de domingo”, acusou António Soares, um dos quatro promotores da vigília.

Vigília em Santo Tirso

Vigília em Santo Tirso.Porque se exige justiça pelas dezenas de animais que morreram pela inoperância das autoridades.Que nunca mais se repita. É o que os portugueses pedem. Que os direitos dos animais sejam reconhecidos.Que estes animais não tenham morrido em vão.

Publiée par PAN Aveiro sur Lundi 20 juillet 2020

Perante um número crescente de pessoas que continuava a chegar à praça em frente dos Paços do Concelho, António Soares anunciou as exigências que quer ver garantidas pelo município liderada por Alberto Costa.

“Queremos justiça para os animais e que seja aberta uma investigação ao canil, à inação da câmara e que esta faça um rastreio de todos os canis ilegais que há no concelho, que os legalize e que apoie as associações”, defendeu.

Para António Soares, “os culpados deste massacre são a câmara, pela sua inação, pois há muito tempo que sabia da existência do canil [Cantinho das quatro patas] e que não tinha condições para albergar aqueles animais, onde eram maltratados e nada fez”, assim como a GNR e os proprietários.

“A GNR também tem culpa porque não reagiu e pactuou com o massacre que aconteceu no passado fim de semana”, considerou, acusando “os proprietários” de “serem de um egoísmo extremo, pois puseram o dinheiro à frente de qualquer vida”.

Na concentração, onde se viam famílias, jovens ou idosos, as diversas intervenções, ao longo de quase hora e meia de duração, foram ora ovacionadas, ora interrompidos com gritos de “assassinos” e “cobardes”, sempre dirigidas aos donos do abrigo ilegal consumido no sábado por um fogo proveniente de Valongo.

A Polícia Municipal acompanhou de perto a concentração, posicionando-se entre a praça e a entrada dos Paços do Concelho.

O ministro da Administração Interna determinou hoje a abertura de um inquérito à atuação da GNR e da Proteção Civil no incêndio que matou 54 animais.

Publiée par Os Pecaninos sur Lundi 20 juillet 2020

Já a Procuradoria-Geral da República anunciou a abertura de um inquérito.

Segundo a GNR, a morte dos animais no incêndio não se deveu ao facto de ter impedido o acesso de populares ao local, mas à dimensão do fogo e à quantidade de animais.

A morte de 52 cães e dois gatos carbonizados motivou reações dos partidos políticos, com PAN, BE e PCP a exigirem explicações do Governo.

O partido Pessoas Animais e Natureza (PAN) informou que apresentou queixa ao Ministério Público por “crime contra animais de companhia”.

O PEV propôs hoje que o parlamento recomende ao Governo para que faça um levantamento nacional de abrigos particulares como os de Santo Tirso.

Secundando os partidos, a associação Animal pediu ao Governo e ao parlamento para que sejam apuradas responsabilidades.

Uma petição, com milhares de assinaturas já recolhidas, reclama justiça.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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