Cerca de 800 voluntários limpam Tapada de Mafra

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Cerca de 800 voluntários vão limpar, na sexta-feira, 15 dos 800 hectares da Tapada Nacional de Mafra numa ação de proteção da natureza e de prevenção contra incêndios, indicou hoje a Associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social.

“A estimativa é limpar 15 hectares”, afirmou à agência Lusa o secretário-geral da EPIS, que organiza a ação.

A ação culmina na sexta-feira com a limpeza manual da floresta, mas foi iniciada no início do mês com a intervenção de maquinaria especializada na limpeza de florestas.

A ação de voluntariado envolve 770 voluntários e 14 empresas nacionais que se associaram à iniciativa.

“No ano passado, reunimos 300 voluntários numa ação idêntica e este ano quisemos bater esse recorde”, explicou.

Além de ajudar a limpar a Tapada de espécies invasoras e na luta contra os incêndios, a ação tem também como objetivo sensibilizar os cidadãos para a importância de uma floresta limpa.

Dos voluntários, 425 são colaboradores das empresas e 345 são alunos e professores oriundos de escolas de Almada, Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas, Seixal, Setúbal e Sintra, onde a EPIS é parceira em programas de combate ao insucesso e abandono escolares, através dos quais são promovidos princípios de cidadania.

A Tapada de Mafra possui 800 hectares, onde vivem 500 animais de 60 espécies diferentes, entre gamos, veados, javalis, aves como a águia de Bonelli ou o bufo real, répteis como salamandras, tritões e cobras e uma floresta exuberante.

Algumas das árvores da Tapada de Mafra são consideradas de interesse público, como o castanheiro-da-índia, a olaia e o sobreiro.

Além disso, é o único abrigo de morcegos na região de Lisboa e Oeste, com floresta densa e árvores autóctones, como sobreiros ou freixos, habitats destas espécies, uma vez que a zona está bastante modificada pelo aproveitamento agrícola dos campos e pela plantação de espécies arbóreas, como o eucalipto.

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