Chamada perdida. O rescaldo de uma noite que ditou o final de Portugal na Eurovisão

Depois de Lisboa chegava a vez de Israel organizar o maior festival de música internacional. A Eurovisão chegou à arena de Telavive às 20 horas e pôs todos em busca do sonho.

Netta foi a primeira a subir ao palco e trouxe a música vencedora de 2018. “Toy” chegou numa versão mais eletrónica e pôs todos os que assistiam ao espetáculo ao vivo a vibrar e a dançar. Um belo aquecimento para o que se seguia.

Bar Refaeli, Erez Tal, Assi Azar e Lucy Ayoub fizeram as honras e deram abertura oficial ao festival. Em belo português soltou-se “Um muito Obrigada”. O agradecimento foi dirigido à organização do festival que decorreu em Lisboa, uma mega produção da RTP, que colocou “all aboard” e que foi fonte de inspiração.

A primeira atuação foi do Chipre que trouxe um “Replay”. Parecenças com a melodia de “Fuego”, de Eleni Foureira, que conquistou o 2º lugar o ano passado.

Compare aqui:

Depois de atuações de Montenegro, que se fez representar por um grupo de jovens cantores, e da Finlândia, que surgiu de look renovado e alternativo, seguiu-se a Polónia, que surpreendeu com uma música cantada a quatro vozes e em polaco. Um folk pop tradicional do país e com um visual cheio de identidade.

A Eslovénia subiu ao palco em 5º lugar e foi apontada desde logo como uma das favoritas a passar à fase final. Uma balada invulgar, cantada por um jovem casal que ainda assim dividiu as opiniões dos fãs e até houve quem considerasse uma “bonita metáfora”.

Seguia-se mais uma música em inglês, cada vez mais tendência. A República Checa trazia cor e energia, numa noite que prometia, mas que ao mesmo tempo parecia deixar um amargo de boca aos fãs que acompanhavam o espetáculo ao segundo.

A Hungria veio representada por um repetente nestas lides. Um rapper que cantou descalço, mas que segundo os fãs, deixou a desejar.

A performance que marcava o meio do espetáculo era da responsabilidade da Bielorrússia, que trouxe uma versão de “Bárbara Bandeira” que deu ritmo e dançou de forma contagiante.

Nevena Božović uma das favoritas da noite representou a Sérvia. Trouxe o tema “Kruna” e com uma voz poderosa foi também uma das músicas mais aplaudida pela plateia de Telaviv.

Seguiu-se a Bélgica. Os internautas não perdoaram e lembraram os tambores da portuguesa Suzy na atuação em 2014.

Com uma coreografia marcante, uma forte encenação e impactante, veio a Geórgia com “Keep On Going”, que segundo muitos fãs fez viajar até aos filmes de dragões.

A Austrália já havia prometido nos ensaios e parece não ter desiludido, pelo menos na encenação e na performance esvoaçante em palco. A desafiar as leis da gravidade, Kate Miller-Heidke é já apontada como uma potencial vencedora do concurso.

Os fãs compararam a artista australiana com a Elsa, personagem do Frozen e houve ainda quem considerasse que a encenação e os efeitos visuais é que tornam a atuação digna de uma final.

O momento alto da noite vai para a Islândia que dividiu opiniões, com um tema electrizante.

A Estónia trouxe uma batida mais eletrónica que faz lembrar as músicas do Avicii. Poderia bem ser um gesto de homenagem ao DJ. Talvez um bom tema para fazer sucesso nas rádios.

E chegou Portugal. É o Conan! Com apresentação no Mar Morto, Portugal fez-se representar por uma dupla marcante quer no visual, dança, melodia ou voz.

Conan Osíris orgulhou o país e o bailarino João deitou a língua de fora no momento certo. Deu-se a queda perfeita e o lançamento da flecha culminou a atuação dos artistas portugueses. Aguardava-se pela pontuação.

Depois veio a Grécia com um tema irreverente e com concorrentes simpáticas.

No final da fila, chegava San Marino que repetiu o “Na Na Na” por 344 vezes.

As críticas dos internautas a esta atuação não se fizeram esperar e até existiu quem comparasse o concorrente ao Pitbull ou ao Paulo Gonzo.

Enquanto se aguardava pela pontuação eis que surge Dana Internacional a cantar “just the way you are”, num hino ao amor. Uma performance que contou com uma ‘Kiss Cam’ ao jeito dos intervalos do Super Bowl.

A cantora venceu em 1998 o festival da Eurovisão por Israel.

Fazia-se a contagem dos votos, mas havia ainda tempo de dar uma espreitadela pelas atuações de 3 dos 6 países que passam diretamente à final deste sábado. Espanha, França e Israel, este enquanto país organizador.

Votos contados, chegava o momento mais emocionante da noite e que viria que nem um balde de água fria. Considerado por muitos como um volte-face em relação aos “desastrosos” ensaios, Conan Osíris não consegue os pontos suficientes e fica pelo caminho.

Os 10 finalistas foram anunciados por esta ordem:
Grécia, Bielorrússia, Sérvia, Chipre, Estónia, República Checa, Austrália, Islândia, San Marino e Eslovénia.

Já a saber do adeus, Conan mostrou-se feliz e terminou a noite em festa, ao som de “Mafiosa”, com a equipa portuguesa.

Também no Instagram, a comitiva portuguesa deu a despedida.

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