in

Chefe da máfia Calabresa apanhado com Covid-19 pela PJ em hospital de Lisboa

Direitos Reservados

Lidera uma das organizações criminosas mais famosas do mundo e figurava na lista dos 30 fugitivos mais perigosos procurados pela polícia Italiana: Francesco Pelle, cabecilha da máfia da região italiana da Calábria e o responsável pelo controlo da entrada de cocaína na Europa, foi detido esta segunda-feira pela Polícia Judiciária, em Lisboa.

Segundo apurou o CM, o mafioso italiano, conhecido como ‘Ciccio Paquistanês’, estava internado no Hospital de São José, na capital, a receber tratamento para a Covid-19.

A captura do fugitivo partiu de colaboração das Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária com a Interpol. A polícia procurava o rasto do criminoso italiano desde 2007, tendo perdido o seu rasto em Milão, em 2019.Nesta altura, o chefe da máfia calabresa viu o Supremo italiano confirmar a sua condenação a prisão perpétua por homicídio, relativo a dois massacres com famílias rivais, um dos quais resultou na morte de Maria Strangio, mulher de Gianluca Nirta, à data cabecilha da família Strangio-Nirta, principal rival de Pelle no controlo do crime na região da Calábria. No outro caso, a violência deveu-se a subsequente ajuste de contas entre os grupos rivais que causou seis mortes à frente de uma pizzaria em Duisburg, na Alemanha.

Não é a primeira vez que Francesco Pelle é detido num hospital. Em setembro de 2008 o líder da máfia calabresa foi preso pela polícia italiana quando se encontrava com identidade falsa num hospital italiano. Para prender Pelle os agentes da polícia infiltraram-se no hospital de Pavia disfarçados de médicos conseguindo, assim, evitar a fuga do mafioso. A ação alemã foi a primeira da máfia calabresa fora de Itália e fez disparar os alarmes da polícia que multiplicou as operações com vista à aniquilação do sanguinário clã.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

Deixe uma resposta

Loading…

0

Mercado global dos Sex Toys valorizado em $33,64 mil milhões em 2020

Segurança: Burla informática, extorsão e roubo a residência entre os crimes que subiram em 2020