Cidadania e Desenvolvimento estreia em 235 escolas para promover uma sociedade mais justa e inclusiva

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A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento começa este ano letivo, de 2017-18, a ser lecionada em 235 do País com o objetivo de promover uma sociedade mais justa e inclusiva através da educação.

«Este é um projeto-piloto que serve para nos preparar para os próximos anos», afirmou o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, acrescentando que a nova disciplina «vem formalizar muitas das práticas que já aconteciam nas escolas e que agora ficam regulamentadas, acabando por acontecer com outra robustez».

Estas declarações foram feitas na escola secundária Quinta das Palmeiras, na Covilhã, na apresentação da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, em se insere a disciplina Cidadania e Desenvolvimento.

«A preparação dos cidadãos mais novos para a cidadania é urgente», sublinhou o Ministro, referindo que «o desígnio inequívoco de formar cidadãos que preservem e possam construir um Portugal cada vez mais democrático e inclusivo, e por isso mais sustentável».

Uma sociedade mais participativa e solidária

O Ministro Adjunto lembrou que, com este programa, «estamos a dar mais um passo no caminho para uma sociedade mais feliz, de um país mais inclusivo, de uma sociedade mais participativa e mais solidária».

Eduardo Cabrita realçou ainda o facto de esta iniciativa ter sido apresentada numa escola duma cidade do Interior do País, «onde a excelência também tem lugar».

A escola secundária da Quinta das Palmeiras avança, desde já, com o ensino da Cidadania e Desenvolvimento, que fica inscrita na área da Ciências Sociais e Humanas, tal como as outras escolas que integram o projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular.

Estrutura da nova disciplina

Na fase-piloto, a disciplina Cidadania e Desenvolvimento abrangerá os anos iniciais de cada ciclo de ensino, ou seja, 1.º, 5.º, 7.º e 10.º. A partir do ano letivo 2018-19, o objetivo é alargar a disciplina Cidadania e Desenvolvimento a todo o País.

No primeiro ciclo, a disciplina tem uma natureza transdisciplinar, no segundo e terceiro ciclos Cidadania e Desenvolvimento será autonomizada e com avaliação, como qualquer unidade curricular.

Em termos curriculares, o ensino de Cidadania e Desenvolvimento será organizado por três grupos: o primeiro é obrigatório para todos os níveis e ciclos de escolaridade, tratando de temas como direitos humanos, igualdade de género, interculturalidade, desenvolvimento sustentável, educação ambiental ou saúde.

O segundo grupo deverá abranger pelo menos dois ciclos do ensino básico, tratando de temas como os media, instituições e participação democrática, literacia financeira, educação para o consumo, sexualidade e segurança rodoviária.

O terceiro grupo tem aplicação opcional em qualquer ano de escolaridade, abordando as temáticas do empreendedorismo, mercado de trabalho, risco, segurança, defesa e paz, bem-estar animal e voluntariado.

Na apresentação da nova disciplina estiveram também presentes os Secretários de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, e da Educação, João Costa.

Este artigo foi publicado originalmente no Portal do Governo de Portugal

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