Cidadania Lx quer taxas nos copos de plástico para financiar limpeza urbana

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O Fórum Cidadania Lx pediu hoje ao Governo que estude a criação de uma taxa de utilização de copos, pratos e talheres de plástico, à semelhança do que acontece com os sacos, para financiar a limpeza urbana.

Para este movimento, tal taxa permitiria financiar o esforço público de limpeza urbana, reforçar a intensidade nos locais onde se regista grande produção e abandono de copos de plástico na via pública e aumentar a fiscalização e a reciclagem de plástico de forma a alcançar as metas da reciclagem para 2020 (50% em vez dos atuais 29%).

A taxa sobre os sacos de plástico “mostrou-se muito eficaz na redução do consumo, em Portugal e noutros países europeus (por exemplo na Irlanda passou-se de uma média de 328 sacos/pessoa/ano para apenas 14), pelo que a introdução da taxa sobre os copos de plástico permitiria contribuir para o fim, por exemplo, do ‘espetáculo’ diário de jardins e espaços públicos repletos com copos de plástico”, considera o movimento.

“Com efeito, estes copos descartáveis de plástico, distribuídos a título gratuito pelas várias cervejeiras aos estabelecimentos comerciais, fazem multiplicar a quantidade de resíduos urbanos, pelo que uma taxa sobre os mesmos criará condições para o regresso aos copos de vidro de plástico mais duradouro e com depósito/desconto em devolução”, acrescenta.

O Cidadania Lx dá como exemplo a Escócia e a Austrália, onde este sistema de taxas já é aplicado “com apreciável grau de sucesso” e diz que no reino Unido as autoridades também estão a analisar a possibilidade de o criar.

“A introdução desta taxa poderia ser acompanhada pela proibição, inclusive, da entrega destes copos em locais (espaço público) e junto a locais considerados sensíveis e facilmente sujeitos a excesso de carga, como sejam miradouros e quiosques”, sugere o Cidadania Lx, sublinhando que a imposição ou discriminação positiva dos copos reutilizáveis já é uma realidade nos festivais de música.

Na semana passada, no parlamento, o ministro do Ambiente manifestou-se preocupado com o cumprimento das metas de reciclagem para 2020.

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