Combate ao insucesso escolar exige estratégias locais, conclui Atlas da Educação 2017

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O combate ao insucesso escolar exige estratégias locais dirigidas a “bolsas de segregação e exclusão”, com apoio do Ministério da Educação e envolvimento de autarquias e comunidades educativas, conclui o estudo Atlas da Educação 2017 divulgado hoje.

A conclusão parte da constatação feita no estudo de que perduram em Portugal “bolsas de segregação/exclusão de escolas, motivadas por múltiplos fatores: assimetrias de rendimentos, fenómenos de imigração e até as próprias preferências de colocação de professores feita predominantemente por sua escolha”.

“O combate ao insucesso escolar só será eficaz com novas estratégias locais, dirigidas fortemente a estas bolsas de escolas, com apoio do Ministério da Educação e envolvimento comprometido das autarquias e das comunidades educativas”, afirma o estudo promovido pela associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) e coordenado pelo ex-ministro da Educação David Justino e pelo professor do departamento de sociologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa Rui Santos.

De acordo com a EPIS, O “Atlas da Educação 2017 – Contextos sociais e locais do sucesso e insucesso” aprofunda o estudo iniciado em 2014, acrescentando detalhe sobre a realidade do insucesso escolar em Portugal e reforça a conclusão do estudo inicial de que “não há fortes padrões regionais na distribuição geográfica do insucesso escolar”.

“Cada caso é um caso, seja ao nível de concelho seja ao nível dos agrupamentos de escola. Isto significa que há escolas que acrescentam mais valor que outras para o mesmo tecido social. Só isso explica o sucesso de escolas em zonas tão distintas como Alfândega da Fé, Sernancelhe, Mourão, Mértola ou Aljezur, apenas para citar alguns exemplos analisados”, refere o estudo.

O documento adianta que “as variáveis socioeconómicas explicam uma parte do sucesso (habilitações da mãe e rendimentos familiares), as variáveis organizacionais e a cultura de escola parecem explicar menos do que seria de esperar ou desejável”, para concluir que “parece restar a hipótese de ser nos processos pedagógicos e de sala de aula que poderá residir a “fórmula mágica” para o sucesso de determinadas escolas em zonas demográficas com menos capital escolar familiar”.

O Atlas da Educação 2017 apresenta-se com os objetivos principais de detalhar o mapeamento anterior, de 2014, feito por concelho, até ao nível de agrupamento de escola, e de aprofundar o entendimento sobre os fatores que, numa mesma região, explicam os distintos desempenhos das escolas.

A EPIS aponta os diretores de Escolas ou Agrupamentos como primeiros destinatários do estudo.

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