Costa afirma que mandatária do PS é sinal da aposta na juventude e na mudança

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Lisboa, 15 abr (Lusa) – O secretário-geral do PS afirmou hoje que a escolha da estudante Filipa Maia, de 18 anos, para mandatária nacional da lista europeia socialista é um sinal de aposta na juventude e na mudança do projeto europeu.

“A Europa não pode ser só uma bela história do passado. A Europa tem de ser, sobretudo, um grande projeto para o futuro, um grande projeto da geração mais jovem”, declarou António Costa no breve discurso que proferiu no encerramento da sessão de apresentação da mandatária nacional da lista do PS às eleições de 26 de maio próximo.

Antes de António Costa, a jovem mandatária nacional do PS, que é estudante de Relações Internacional na Universidade de Coimbra, tinha defendido como desafios da sua geração a luta contra as alterações climáticas e contra o trabalho precário, e o combate à discriminação de género ou em função da orientação sexual.

Filipa Maia falou ainda na crise dos refugiados, dizendo que a Europa não pode responder a esse problema de humanidade com “arame farpado”.

O secretário-geral do PS pegou depois nestas palavras sobre a crise dos refugiados e advertiu que nada em termos de valores pode ser dado como adquirido para futuro.

“Temos o Reino Unido sem saber se sai ou se fica, mas com um voto para sair da União Europeia. Hoje vemos em alguns países europeus ameaças à independência dos tribunais, à liberdade de ensinar e à liberdade de imprensa. Demos também por adquirido que a Europa se fundava no valor da dignidade da pessoa humana, mas uma Europa que se funda nesse princípio não pode aceitar transformar o Mediterrâneo num cemitério, em vez de acolher quem procura proteção internacional”, criticou o líder socialista.

António Costa considerou depois essencial que a Europa tenha uma agenda social, na qual o capítulo da juventude tem de possuir um papel fundamental.

“No programa do Partido Socialista Europeu, essa prioridade está lá, em primeiro lugar no direito de todos no acesso à melhor educação possível, à formação ao longo da vida, à estabilidade no mercado de trabalho, à igualdade de direitos, na exigência de uma sociedade da igualdade de oportunidades e no acesso à habitação”, sustentou.

De acordo com o secretário-geral do PS, os socialistas têm uma agenda para a juventude do século XXI” e, por isso, na sua perspetiva, “ninguém melhor do que uma pessoa nascida no ano 2000, como a Filipa Maia, para representar a lista do PS como mandatária nacional nas eleições europeias”.

“É um sinal que a causa do PS é uma causa de futuro e aposta na nova geração do século XXI”, acrescentou.

No primeiro discurso da sessão, o cabeça de lista socialista, Pedro Marques, também numa breve intervenção, classificou como “diferente do habitual” a escolha de Filipa Maia para mandatária nacional.

“Esta é uma lista que quer marcar a diferença. Renovámos muito esta lista e reduzimos muito a sua média etária”, advogou, antes de deixar uma crítica indireta a outras forças políticas.

Pedro Marques disse então que a lista europeia do PS tem “a representação de todas as regiões do país”.

“Já agora, tem representantes das duas regiões autónomas [Açores e Madeira] em lugar elegível. Não temos de facto um candidato a deputado que é meio da Madeira e meio dos Açores”, referiu, numa alusão ao PSD.

Mas o cabeça de lista socialista foi ainda um pouco mais longe nas suas críticas.

“Não apresentamos protagonistas do passado, em particular aqueles que aplaudiram os cortes e as sanções no tempo anterior”, acrescentou.

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