Costa defende que a confiança é o indicador mais importante na economia

Detectamos que usa um AdBlock

Utilizamos anúncios para ajudar a manter o nosso site, considere desativar o AdBlock (bloqueador de anúncios) no nosso site para poder ver os conteúdos.

Os nossos anúncios não são intrusivos!

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje a tese de que a confiança é o indicador económico mais importante, num seminário económico luso-tunisino em que foi questionado sobre o processo de desburocratização administrativa ocorrido em Portugal.

Falando em francês perante uma plateia de empresários portugueses e tunisinos, António Costa sustentou que o seu Governo, após os anos da ‘troika’ em Portugal (2011 e 2014) e de crise financeira, procurou seguir uma estratégia “de combinação harmoniosa entre disciplina orçamental e reposição de direitos sociais”.

Referiu neste contexto que Portugal deverá fechar o ano com um défice de 1,4%, que saiu do Procedimento por Défice Excessivo na União Europeia, que viu revisto em alta o seu ‘rating’ pela agência de notação financeira Standard & Poors e que está a proceder ao pagamento antecipado do seu empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Considero que a confiança é a questão chave na economia, e o principal objetivo do meu Governo foi restabelecer a confiança dos portugueses na economia do país”, disse, procurando em seguida fundamentar esta sua posição.

De acordo com o primeiro-ministro, quando um empresário investe na aquisição de máquinas, “é porque tem confiança que vai recuperar a prazo esse investimento”.

“Quando uma família aposta que os seus filhos completem o Ensino Superior e se qualifiquem cada vez mais, é porque acredita que está a fazer um bom investimento. A confiança é o fator chave para as empresas, para as famílias e para todos os agentes económicos”, sustentou.

Durante o seminário, António Costa foi questionado por várias vezes por tunisinos sobre qual o modo como procedeu à criação do cartão do cidadão quando, entre 2005 e 2007, desempenhou as funções de ministro do Estado e da Administração Interna.

Um dos tunisinos disse mesmo parecer uma miragem a fusão num só cartão dos dados de identificação, do sistema de saúde, da segurança social, da carta de condução e do cartão de eleitor.

António Costa respondeu que o seu Governo encara a burocracia como “um combate permanente”, razão pela qual agora existe o programa “Simplex +”.

“Temos de lutar todos os dias para simplificar a vida das pessoas e das empresas”, disse, já depois de ter falado sobre as relações luso-tunisinas.

Neste capítulo, numa alusão à criação de uma associação de amizade Portugal/Tunísia e de uma câmara do comércio luso-tunisina, o primeiro-ministro português defendeu que as relações bilaterais poderão ganhar um “grande impulso” caso a sociedade civil dos dois países seja envolvida.

Perante os empresários tunisinos, António Costa voltou a elogiar o processo de transição democrática ocorrido neste país do Magreb e procurou assegurar que “Portugal será um fiel parceiro da Tunísia”.

Ainda do ponto de vista político, o primeiro-ministro advogou que a União Europeia deverá “acarinhar” este processo de transição democrática da Tunísia.

Do ponto de vista económico, António Costa falou sobre as potencialidades do crescimento das exportações portuguesas e dos negócios em áreas como a distribuição, as energias renováveis, o agroalimentar, as infraestruturas e a engenharia.

Recomendado pelo Informa+

Qual a sua opinião?