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Covid-19: Casos confirmados em utentes e funcionários de 300 lares — Governo

Lisboa, 21 abr 2020 (Lusa) — Trezentas estruturas residenciais para idosos em Portugal tiveram casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, quer em utentes quer em funcionários, revelou hoje o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales.

“Há neste momento cerca de 300 estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPIs) com casos de utentes ou funcionários infetados. Estamos a falar de 12% do universo de ERPIs com casos confirmados”, disse o governante na conferência de imprensa diária para fazer o balanço da pandemia de covid-19 no país.

António Lacerda Sales revelou, ainda, que “nestas instituições cerca de 65% dos funcionários já foram testados”, garantindo que está a ser feito um trabalho para “minimizar a propagação do vírus”.

“Como se sabe nestas instituições [o vírus] entra por via de quem tem contactos com o exterior”, disse o secretário de Estado da Saúde.

No dia em que pela primeira vez o número de casos recuperados (917) é superior ao número de óbitos (762), António Lacerda Sales deixou uma palavra aos funcionários das estruturas dedicadas a idosos, mas também aos mais velhos.

“As pessoas mais velhas são desde o início uma preocupação acrescida. Temos naturalmente a obrigação de garantir a sua segurança e proteger a sua saúde. Aproveito para agradecer aos muitos funcionários destas instituições pelo trabalho, pela abnegação, dedicação e sentido cívico que têm demonstrado”, referiu.

Portugal regista 762 mortos associados à covid-19 em 21.379 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 27 mortos (+2,5%) e mais 516 casos de infeção (+3,7%).

Das pessoas infetadas, 1.172 estão hospitalizadas, das quais 213 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou 50,3%, de 610 para 917.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.

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