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Covid-19: Costa acompanha “frustração” de Medina mas defende que meios estão a ser reforçados

Elvas, Portalegre, 01 jul (Lusa) – O primeiro-ministro desdramatizou hoje as críticas do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, ao combate à covid-19 na região da capital, afirmando que acompanha a “frustração dos autarcas”, mas defendendo que os meios estão a ser reforçados.

António Costa falava em declarações aos jornalistas, no Castelo de Elvas, no distrito de Portalegre, tendo ao seu lado o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, após as cerimónias oficiais que assinalaram a reabertura da fronteira entre Portugal e Espanha em que também estiveram presentes o rei de Espanha, Filipe VI, e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Confrontado com as críticas feitas por Fernando Medina à forma como as autoridades de saúde estão a gerir e a combater a pandemia da covid-19 na Área Metropolitana de Lisboa, o primeiro-ministro optou por desdramatizar.

“O trabalho conjunto está a ser feito. Eu tenho acompanhado a frustração de muitos dos autarcas, mas também a vontade de trabalharem em conjunto com o Governo e de apoiarem o Governo nas medidas que temos vindo a tomar em conjunto com eles”, respondeu António Costa.

Perante os jornalistas, o líder do executivo disse estar “bem consciente” dos problemas existentes em algumas zonas da Área Metropolitana de Lisboa, razão pela qual “há cerca de semana e meia reuniu-se juntamente com a ministra da Saúde [Marta Temido] com os presidentes de câmaras de Sintra, Amadora, Lisboa, Odivelas e Loures.

Neste contexto, António Costa referiu-se à ação da sua ministra da Saúde, apontando que já nessa altura tinha designado um gabinete de crise para o conjunto dos concelhos”.

“Ninguém tem dúvidas de que é necessário reforçar a atividade. Por isso, nas últimas semanas, houve um esforço muito grande no sentido de reforçar os meios humanos da saúde pública nesta região e estão constituídas equipas multidisciplinares envolvendo pessoal da saúde comunitária, da saúde pública, da Segurança Social e das forças de segurança. Procura-se não apenas para acompanhar as pessoas que estão sob vigilância, mas também assegurar uma resposta pronta”, sustentou o primeiro-ministro.

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