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Covid-19: Cotrim Figueiredo critica “burocracia socialista” em tempos de crise

Lisboa, 22 abr 2020 (Lusa) – O deputado da Iniciativa Liberal criticou hoje no debate quinzenal a “burocracia socialista” que cria dificuldades para as empresas na resposta à crise da covid-19, com o primeiro-ministro a lembrar que o Simplex foi uma criação dos socialistas.

“Nem nestas alturas de crise a burocracia socialista consegue largar as garras do processo”, considerou João Cotrim Figueiredo, deputado único da Iniciativa Liberal, que criticou a quantidade de documentos que tem de ser entregues ao Estado pelas empresas, no contexto da resposta à pandemia da covid-19.

No debate quinzenal, no parlamento, o deputado liberal chegou até a interrogar o primeiro-ministro, perguntando-lhe se “não se arranja um socialista que saiba que é difícil gerir uma empresa para poder simplificar isto e não andar em cima das empresas desta forma”.

Na resposta, António Costa foi conciso e lembrou o programa criado no Governo de José Sócrates: “Vou-lhe dar uma amarga notícia: foram os socialistas que inventaram o Simplex e foram os liberais que os meteram na gaveta”.

Na sua intervenção, Cotrim Figueiredo questionou ainda o Governo sobre os números da mortalidade em Portugal, notando que os dados que estavam na plataforma vigilância de mortalidade da Direção Geral da Saúde “deixaram de ser publicados há semanas” e fazendo referência a um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública.

Segundo o deputado, o estudo “diz que só no ultimo mês, acabado a semana passada há mais de 615 mortos que não se conseguem atribuir a nenhuma causa específica”, podendo ser “uma subestimação dos mortos de covid-19” ou “uma segunda crise de saúde pública de todas as outras doenças crónicas que estão a ficar por tratar”.

Sobre estes números, o primeiro-ministro remeteu a resposta para as autoridades de saúde, alegando que não é médico e não tem qualquer intervenção no processo de contagem dos dados nem da sua publicação.

“Conheço os dados tal como o senhor deputado e pode pedir explicações a quem de direito”, concluiu o primeiro-ministro.

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