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Covid-19: Foco na Azambuja está em resolução e estratégia para Lisboa e Vale do Tejo vai mudar

O surto de covid-19 em Azambuja está em fase de resolução, afirmaram hoje as autoridades de saúde, indicando que a estratégia para Lisboa e Vale do Tejo passou de testagem em massa para acompanhamento dos casos registados.

“O foco da Azambuja, que já teve um grande impacto e muitos casos ativos há duas, três semanas, neste momento é um foco que está em resolução”, afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa diária de acompanhamento da pandemia.

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou que a estratégia de “testagem massiva” na região, centrada sobretudo em empresas de construção civil e trabalho temporário, vai mudar e passar para “seguimento de casos ativos, que estão em vigilância”.

“Esta será, a partir de agora, a nossa estratégia, embora continuemos à procura de novos casos, principalmente de onde poderão vir a surgir novos surtos”, afirmou Lacerda Sales.

De 14 mil testes feitos, “estão processados 12.225 com 555 positivos, o que dá uma taxa de 4,53%”, indicou.

Referindo-se especificamente à Azambuja, Graça Freitas considerou que o foco de contágio “tenderá a extinguir-se” e neste momento “não está francamente ativo e a gerar novos casos, estão a sair do surto mais pessoas do que as que estão a entrar”.

No surto verificado nas últimas semanas na região de Lisboa e Vale do Tejo, a maior parte dos infetados está numa “população jovem, saudável e com doença muito ligeira, que tende a recuperar rapidamente” da covid-19, declarou.

“Já testámos, já encontrámos, agora é fase de isolar e acompanhar e é preciso que as pessoas colaborem”, referiu Graça Freitas, indicando que os cinco concelhos da região mais atingidos são “Lisboa, Loures, Amadora, Odivelas e Sintra”.

Uma das razões que pode explicar o surto é a densidade populacional destes concelhos, referiu, acrescentando que os ajuntamentos levam a maior transmissibilidade do novo coronavírus e “terá sido aqui esta dinâmica”.

Continuam a verificar-se “casos dispersos associados a grandes obras [de construção] e alguns focos mais pequenos no Oeste, associados a empresas de trabalho temporário de apanha da fruta”.

Há também “de vez em quando focos em lares e ligados a múltiplas atividades, mas estão identificados e controlados”, referiu Graça Freitas.

Portugal contabiliza pelo menos 1.492 mortos associados à covid-19 em 35.306 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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