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Covid-19: Ministério do Ambiente apela para que máscaras sejam deitadas no lixo comum

Lisboa, 14 abr 2020 (Lusa) – As máscaras e outro material de proteção contra a pandemia de covid-19 devem ser deitados no lixo comum e nunca nos ecopontos de reciclagem, reiterou hoje o Ministério do Ambiente.

Numa mensagem em vídeo divulgada na rede social Twitter, a secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, apelou aos cidadãos para reforçarem “o respeito e o apoio” às pessoas que trabalham na recolha de resíduos e na limpeza urbana, protegendo-os de material que possa estar contaminado.

“É importante que todos, com o nosso comportamento, não coloquemos em causa todo o esforço e dedicação destes trabalhadores”, apelou a governante.

A Direção-Geral da Saúde admitiu na segunda-feira o uso de máscaras por todas as pessoas que permaneçam em espaços interiores fechados com várias pessoas, como medida de proteção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória.

A ministra da saúde, Marta, Temido, declarou que as máscaras não cirúrgicas podem ser utilizadas pela população em espaços fechados e com elevado número de pessoas, como supermercados e transportes públicos.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Inês dos Santos Costa pede que “máscaras, luvas ou lenços” sejam postos no lixo comum e nunca nos contentores de reciclagem que servem para papel, embalagens de plástico ou metal e vidro.

A secretária de Estado sublinha que em domicílios onde haja casos de covid-19, todos os resíduos devem ser deitados fora usando “pelo menos dois sacos do lixo até dois terços da sua capacidade”, atados e postos nos contentores do lixo comum.

Apelou a que, se não houver casos, todo o lixo reciclável seja posto nos ecopontos respetivos, respeitando “horários de recolha e capacidade dos contentores”.

Inês dos Santos Costa apelou ainda a que se evite colocar “monstros” como móveis, sofás ou colchões na via pública, indicando que “este é um tempo de emergência e não se pode sobrecarregar a limpeza urbana com este serviço adicional”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 120 mil mortos e infetou mais de 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 567 mortos, mais 32 do que na segunda-feira (+6%), e 17.448 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 514 (+3%).

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