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Covid-19: Plateia alerta que apoio de emergência às Artes ainda não chegou a todos

Lisboa, 06 jul 2020 (Lusa) — A Plateia — Profissionais de Artes Cénicas alertou hoje à noite que as verbas ainda não chegaram a todos os apoiados pela Linha de Apoio de Emergência às Artes, no valor de 1,7 milhões de euros.

Na semana passada, em 30 de junho, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, garantiu, no parlamento, que todos os apoiados pela Linha de Apoio de Emergência às Artes iriam receber até ao final da semana o valor que lhes foi atribuído.

Segundo a Plateia, num comunicado divulgado pelas 23:00 de hoje na sua página oficial na rede social Facebook, “isso não aconteceu”.

“A semana passou, e as verbas não só não chegaram a todos os projetos apoiados (através deste concurso lançado em março, e cujos resultados saíram em maio), como está a haver grandes atrasos nos esclarecimentos por parte do Ministério da Cultura”, lê-se no comunicado.

No dia 30 de junho, Graça Fonseca disse, numa audição na comissão parlamentar de Cultura e Comunicação, que todas as entidades que concorreram àquela linha de apoio receberiam até ao final da semana o valor que lhe foi atribuído, acrescentando que, até então, cerca de metade já tinha recebido, “na sua conta bancária, o apoio da linha de emergência”.

Entre os apoios de emergência ao setor anunciados pelo Ministério da Cultura, para ajudar o setor no contexto da pandemia, está a Linha de Apoio de Emergência às Artes, que recebeu 1.025 candidaturas, das quais 636 foram consideradas elegíveis e, destas, apenas 311 receberam apoio.

Anunciada inicialmente com um orçamento de um milhão de euros, a linha foi depois reforçada com 700 mil euros.

Os resultados foram criticados pelas estruturas representativas dos trabalhadores do setor, nomeadamente por se ter tratado de um concurso e por não terem sido anunciados os resultados na íntegra, ou seja, que estruturas e profissionais receberam apoio e qual o valor desse apoio.

No comunicado hoje divulgado, a Plateia reitera as críticas.

“Criar uma corrida de todos contra todos num momento de emergência foi um erro. A verba — um milhão de euros — nunca seria suficiente para fazer face às necessidades, mesmo com um reforço de 700 mil euros, os resultados deixaram de fora grande parte dos projetos candidatos, e, além disso, os projetos foram financiados com valores muito menores do que os que tinham sido apresentados a concurso”, refere aquela estrutura.

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