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Covid-19: Presidente da República apoia proposta do Governo para conclusão do ano escolar

Lisboa, 10 abr 2020 (Lusa) – O Presidente da República manifestou hoje apoio à proposta do Governo para conclusão do ano escolar, considerando-a “uma proposta honesta, possível”, e realçando que evita passagens administrativas, que no seu entender seriam “a pior solução de todas”.

“Quero aqui apoiar a proposta apresentada ontem [quinta-feira] e hoje pelo senhor primeiro-ministro e pelo senhor ministro da Educação, muito trabalhada em diálogo com professores e com pais”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa.

“Foi uma proposta honesta, possível, para minorar custos que todos sabemos que inevitavelmente existem”, acrescentou.

O chefe de Estado defendeu que “não há propostas ideais nestas circunstâncias, não há propostas perfeitas, não há como ter uma recuperação integral do tempo perdido, não há como evitar desigualdades entre crianças e entre famílias, não há como encontrar a melhor forma de avaliação da matéria à medida do que seria normal num ano letivo normal”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, no atual contexto de pandemia de covid-19, “o que se procurou foi a solução possível, a mais próxima do possível, e no meio de muitas incertezas”, para os ensinos básico e secundário.

Referindo-se ao ensino secundário, realçou que “a solução encontrada aponta tendencialmente para aulas presenciais de um número limitado de alunos que tem exames nacionais, para que seja possível tentar realizar esses exames nacionais, evitando passagens administrativas”. Esta, acrescentou, “seria a pior solução de todas”.

“Mas todos sabemos que isso depende evolução do surto, e por isso o senhor primeiro-ministro e o senhor ministro da Educação disseram realisticamente: só no final de abril se poderá fazer uma avaliação, que irá sendo continuada ao longo do mês de maio, com objetivos que são no fundo salvar o que se possa salvar da melhor maneira possível do ano letivo, mas dependendo de condicionalismos que nenhum de nós pode prever neste momento”, ressalvou.

IEL // ROC

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