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Covid-19: Renault já retomou produção em Cacia com um quarto dos trabalhadores

Aveiro, 17 mar 2020 (Lusa) — O Grupo Renault já retomou a produção na sua fábrica de Cacia, Aveiro, com cerca de um quarto dos trabalhadores, disse fonte oficial à Lusa.

“Cacia já retomou parcialmente esta semana a produção e, neste momento, tem uma equipa de cerca de 300 pessoas que já estão a trabalhar”, disse o diretor de comunicação da empresa, Ricardo Oliveira, à Lusa.

A fábrica de Cacia tem no total 1.165 colaboradores e, neste momento, tem cerca de um quarto das pessoas a trabalhar numa única equipa, segundo o responsável, que perspetiva que esse número continue a aumentar progressivamente em maio.

“As expectativas são de ir progressivamente, em maio, aumentando a atividade, em função do que for o arranque das outras fábricas do Grupo”, declarou.

Ricardo Oliveira esclareceu que o aumento gradual da produção em Cacia “vai depender da velocidade do arranque das fábricas de montagem do Grupo”, que se encontram concentradas em Espanha e França.

“Não podemos avançar uma data para ter toda a gente a trabalhar, mas em maio já deverá haver mais gente a trabalhar”, disse.

A Renault Cacia, inaugurada em 1981 naquela área industrial de Aveiro, produz, atualmente, caixas de velocidades e componentes para motores, como bombas de óleo, árvores de equilibragem e outros componentes em ferro fundido e alumínio.

Esta empresa, que também produz alguns componentes para a Nissan, tinha decidido suspender a produção em 18 de março, devido ao avanço da Covid-19.

Portugal regista 657 mortos associados à covid-19 em 19.022 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 28 mortos (+4,5%) e mais 181 casos de infeção (+0,96%).

Das pessoas infetadas, 1.284 estão hospitalizadas, das quais 222 em unidades de cuidados intensivos, e 519 foram dadas como curadas.

O decreto presidencial que prolonga até 02 de maio o estado de emergência iniciado em 19 de março prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.

 

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