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Covid-19: Sindicato defende ser “urgente” saída de ‘lay-off’ dos tripulantes da TAP

Redação, 14 jul 2020 (Lusa) — O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) disse hoje ser “urgente” a saída dos tripulantes de cabine da TAP do regime de ‘lay-off’, que lhes retira grande parte do rendimento.

Em comunicado, o SNPVAC destacou que a TAP é “a única companhia que mantém a maioria dos seus tripulantes em regime de ‘lay-off’, retirando-lhes grande parte do rendimento, sendo urgente a saída deste regime”.

“Os tripulantes consideram que o esforço não está a ser equitativamente distribuído por todos”, acrescenta.

O sindicato revela ainda que foram hoje enviados ofícios para o primeiro-ministro, ministro das Infraestruturas e da Habitação e para o presidente do Conselho de Administração da TAP com “pedidos urgentes de reunião no sentido de esclarecer a situação, com objetividade e seriedade”.

Perante “o contexto de desinformação e cenários alarmistas” sobre a TAP, o SNPVAC sublinha igualmente que se tem “desdobrado em contactos formais e informais na procura de respostas para os legítimos anseios dos tripulantes de cabine”.

O sindicato lamenta que nem a empresa nem o Governo “avancem com quaisquer projeções”.

“É reconhecida a imprevisibilidade do mercado e da operação, mas o SNPVAC não aceita a ausência de diálogo social, que leva a que se instale a desconfiança entre as partes”, lê-se no comunicado.

Citado no comunicado, o presidente do sindicato alerta que “é a vida de milhares de trabalhadores e das suas famílias que está em causa”.

“Não se podem lembrar dos sindicatos apenas quando restar pouco ou nada a fazer. Apesar das adversidades vividas pelos tripulantes de cabine na operação, estes têm correspondido sempre ao que lhes é exigido. Contudo, neste momento, a relação laboral que deveria assentar na confiança está fortemente fragilizada”, realça Henrique Louro Martins.

Segundo o sindicalista, “se o Governo e a empresa estão preocupados com os trabalhadores, têm de ouvir as suas estruturas representativas, para dar contributos ao plano de reestruturação que venha a ser delineado”.

A TAP vai prolongar o ‘lay-off’ até final de julho, justificando a decisão com o facto de a sua operação continuar reduzida, anunciou em 25 de junho ao mercado a companhia aérea.

“Considerando a evolução das restrições à mobilidade das pessoas, a cada momento definidas pelas autoridades governamentais dos países onde a TAP opera, bem como dos sinais de procura, a operação da TAP para o mês de julho permanece reduzida, pelo que se verifica que as condições que motivaram a adesão e a subsequente prorrogação das medidas excecionais e temporárias não se alteraram significativamente”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O Governo anunciou em 02 de julho que tinha chegado a acordo com os acionistas privados da TAP, passando a deter 72,5% do capital da companhia aérea, por 55 milhões de euros.

“De forma a evitar o colapso da empresa, o Governo optou por chegar a acordo por 55 milhões de euros”, referiu, nesse dia, o ministro das Finanças, João Leão, em conferência de imprensa conjunta com o ministro Pedro Nuno Santos, em Lisboa.

O Estado aumenta a participação na TAP dos atuais 50% para 72,5%.

 

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