Crescimento do PIB e redução da dívida poderiam melhorar rating do País ainda em 2017

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O presidente do Millenium BCP, Nuno Amado, admitiu melhoria no rating do país ainda este ano se a dívida começar a descer e o PIB continuar a crescer num nível elevado.

“Se este ano o produto [PIB] continuar a crescer a um nível mais elevado do que a perspetiva das entidades internacionais, e a probabilidade é grande que isso aconteça, e em simultâneo, haja o início de uma redução clara do sentido (…) da dívida publica, eu creio que (…) seria possível fazer este ano [a melhoria da avaliação]”, disse.

Depois de anunciada a recomendação da Comissão Europeia para a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo (PDE), Nuno Amado indicou que este é “um dia bom para todos”, mas que se deve pensar no futuro e garantir uma “rede de segurança adequada para o país, para os bancos, para a economia, para as empresas”.

Na opinião do presidente do BCP devemos continuar “a trabalhar em conjunto para uma melhoria sustentável do produto e uma redução da dívida para que as entidades de rating alterem a avaliação”, argumentou o banqueiro, em declarações aos jornalistas.

No final da conferência “Crescimento da Economia Portuguesa: Mitos e Realidades”, organizada pelo Millennium bcp, Nuno Amado referiu que “sem ser uma empresa de rating, mas dialogando com elas” nota que se apenas uma das condições [crescimento ou diminuição da dívida] se efetivar, “não será fácil” a mudança de rating.

Escusando-se a comentar política, o líder do BCP argumentou caber à “parte política orientar os investimentos públicos, que têm de ser muito inferiores aos do passado para as áreas com maior eficiência para a economia”.

“E não podemos aumentar a despesa pública novamente depois deste esforço enorme para a diminuir, para não haver depois uma carga no setor privado, e haver condições que não são concorrenciais”, disse.

Nuno Amado notou que o mais importante é que no futuro as políticas públicas possibilitem ao setor privado “investir, progredir e criar emprego”.

Para o banqueiro, o país deve contar com um setor privado, “competente, em concorrência, diversificado, como o setor financeiro, para apoiar a economia”.

A canadiana DBRS é a única, entre as quatro principais agência de rating, a não considerar Portugal como ‘lixo’.

A Comissão Europeia recomendou hoje ao Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) o encerramento do PDE aplicado a Portugal desde 2009.

Bruxelas defendeu que Portugal deve garantir que a correção do défice excessivo é duradoura e que “serão necessárias mais medidas a partir de 2017” para cumprir as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Portugal terá, assim, de “prosseguir o seu esforço orçamental em linha com as exigências do braço preventivo do PEC, o que implica um esforço orçamental substancial em 2018”, acrescentou o executivo comunitário.

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