Cria de golfinho morreu com excessos de banhistas

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Uma cria de golfinho deu à costa numa praia de Mojácar, na província espanhola de Almería. Acabou por morrer, depois de ser agarrada por banhistas para lhe tocarem e tirarem fotografias.

Choque e stresse. Terão sido estas as causas que aceleraram a morte de uma cria de golfinho que apareceu numa praia de Mojácar, na província espanhola de Almería, na passada sexta-feira.

Os banhistas, ao verem o animal, seguraram-no para lhe tocarem e tirarem fotografias. Excessos que a associação Equinac, dedicada ao resgate de animais marinhos em perigo, condena.

Estes animais “são muito sensíveis ao stresse e rodeá-los para lhes tirar fotografias e tocar-lhes causa-lhes um choque muito forte que potencia uma falha cardíaca, que foi o que aconteceu”, refere a associação numa mensagem publicada na sua página do Facebook.

Junto a esta mensagem foi divulgada uma imagem de banhistas a rodearem o animal e a tocá-lo, alguns a taparem-lhe o orifício por onde respirava.

Posted by Equinac on Tuesday, 15 August 2017

 
A associação rejeita que tenham sido os banhistas a matarem o bebé golfinho, que terá dado à costa por estar doente ou se ter perdido da mãe, “sem a qual não pode sobreviver”. No entanto, cercar e tocar o animal “leva estes animais a um estado de stresse muito elevado”, sublinha a Equinac.

Quando o socorrista da associação chegou ao local, 15 minutos após receber o alerta, viu “centenas de pessoas em redor do animal (…) mas já era tarde. A cria de golfinho morreu naquele momento”.

“Uma vez mais constatamos que o ser humano é a espécie mais irracional que existe, com muitos incapazes de sentir empatia por um ser vivo só, assustado, faminto, sem a sua mãe e aterrorizado”, critica a associação.

Na sua página do Facebook, há apelos aos banhistas para, no caso de avistarem um golfinho ou tartaruga marinha, ligarem aos serviços de emergência e não cercarem os animais.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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