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CTT dizem que adesão à greve é de 18,4% sem impacto no normal funcionamento

Lisboa, 12 jun 2020 (Lusa) – Os CTT informam que a adesão à greve dos trabalhadores dos correios é de 18,4% até às 12:00, abaixo da registada em 29 de maio, “sem impacto expressivo na atividade da empresa” e nos clientes.

Uma nota do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) tinha indicado esta manhã que a adesão à paralisação no que diz respeito ao turno na noite foi de 95% no CPLS (a antiga Central de Correios de Lisboa em Cabo Ruivo), Lisboa.

Em comunicado, os CTT referem que, “tendo procedido ao registo no sistema de processamento de vencimentos dos trabalhadores aderentes à greve, apuraram uma taxa efetiva de adesão de apenas 18,4% até às 12:00 desta sexta-feira, abaixo da adesão registada na greve de 29 de maio, sem impacto expressivo na atividade da empresa e sem impacto nos clientes”.

De acordo com a empresa, “a distribuição postal continua a ser prestada durante o dia de hoje, não tendo esta paralisação tido impacto na atividade e operação, não se sentindo qualquer interrupção do serviço aos clientes”.

Relativamente às lojas, “a greve também não afetou o serviço, uma vez que 100% das lojas CTT, ou seja, as 544 lojas se encontram abertas”.

Por isso, “com esta baixa adesão, a maioria da população e dos nossos clientes particulares e empresariais não sentirão qualquer efeito da greve”, acrescentam os Correios de Portugal, referindo que “estão a fazer tudo para minimizar eventuais impactos por forma a manter a sua operação dentro da normalidade”.

Nos locais “onde eventualmente se puderem sentir eventuais constrangimentos, os CTT, caso seja necessário, procederão a uma distribuição extraordinária de correio nos próximos dias”, admitem.

Os CTT reiteram não compreender “as razões desta paralisação” e “agradecem aos seus colaboradores, o seu sentido de responsabilidade e a forma contundente como demonstraram entender o momento especial que a empresa atravessa e o esforço que está a ser feito no interesse de todos”, denunciando o “oportunismo no dia escolhido para a realização desta greve, após dois feriados e antes do fim de semana”.

O fundamento da paralisação — “a decisão de pagamento do subsídio de refeição através de cartão-refeição aos colaboradores que ainda não tinham optado por essa via — não tem qualquer razão de ser e procura reagir à muito significativa quebra de proveitos decorrente do atual contexto […] e defesa da sustentabilidade da empresa, sem nunca prejudicar os rendimentos dos seus colaboradores”, concluem os CTT.

O SNTCT refere que, no turno da noite, a paralisação foi superior a 90% na Maia e que no CTT Expresso (MARL, Lisboa) foi de 93%.

Para o SNTCT, os dados apontam para uma participação “ainda maior do que a verificada no passado dia 29 de maio”.

“Com esta forte adesão os trabalhadores e as trabalhadoras do grupo CTT demonstram assim a sua indignação, apesar da quase ‘requisição civil’ levada a cabo pela gestão privada dos CTT”, refere a mesma nota difundida hoje de manhã.

A greve dos trabalhadores dos CTT contra o pagamento do subsídio de almoço no cartão de refeição começou à meia-noite de hoje nas centrais de correios.

Esta é a segunda greve dos trabalhadores dos Correios de Portugal em duas semanas (a última foi no dia 29 de maio), sendo que o pagamento do subsídio de refeição em cartão foi o motor desta paralisação, a que se junta a reivindicação por “melhores condições de trabalho”, contra a “desorganização da empresa” e o “congelamento salarial”.

A greve foi convocada pelo SNTCT, SINDETELCO – Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços, SITIC — Sindicato Independente dos Trabalhadores da Informação e Comunicações, SINCOR – Sindicato Independente dos Correios de Portugal, SINQUADROS – Sindicato de Quadros das Comunicações, SINTTAV – Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual, SICOMP – Sindicato das Comunicações de Portugal, FENTCOP – Sindicato Nacional dos Transportes, Comunicações e Obras Públicas, SERS – Sindicato dos Engenheiros, SNEET – Sindicato Nacional dos Engenheiros, e SERS – Sindicato dos Engenheiros da Região Sul.

ALU/(PSP) // CSJ

Lusa/fim

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