DBRS mantém ‘rating’ do Montepio mas admite piorar a nota

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A DBRS manteve hoje o ‘rating’ do Montepio em ‘BB’ mas piorou a perspetiva, que era estável e passou para negativa, o que quer dizer que a agência de notação financeira admite cortar a nota atribuída ao banco.

Numa nota hoje emitida, a agência de ‘rating’ canadiana explicou que esta revisão em baixa da perspetiva (‘outlook’) “reflete a preocupação da DBRS quanto à fragilidade do perfil de financiamento do banco depois de alguns fluxos de saída dos depósitos no primeiro trimestre de 2017, bem como com o desafio persistente de melhorar a qualidade dos ativos”.

No entanto, a DBRS acrescenta que a confirmação do ‘rating’ (avaliação) tem em conta o facto de o Montepio “ter feito algum progresso relativamente à rentabilidade e ao capital” na primeira metade de 2017.

Sublinhando que o Montepio “experienciou saídas significativas [de depósitos] durante o primeiro trimestre de 2017”, a DBRS afirma que o banco “parece ter depois estabilizado a sua base de depósitos”, mas entende que “a sua posição de financiamento é mais fraca do que os seus pares nacionais”.

Outra preocupação apontada pela agência de notação financeira é que “a qualidade dos ativos do Montepio continua fraca” e “o banco não tem sido capaz de reduzir significativamente os ativos não produtivos até à data”.

Ainda assim, a DBRS reconhece que o Montepio está a tomar certas iniciativas para limpar o balanço do banco e aponta também que os resultados melhoraram no primeiro semestre.

A Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM) passou a controlar 98,28% do Fundo de Participação da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) após a Oferta Pública de Aquisição (OPA) voluntária que lançou no início de julho, passando a deter quase 100% do capital do banco mutualista.

Quanto a resultados, a CEMG teve lucros de 13 milhões de euros entre janeiro e junho deste ano, que comparam com o prejuízo de 68 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2016.

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