Deco desaconselha chocolates do calendário de Natal do El Corte Inglés

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A Deco anunciou esta quinta-feira que o chocolate do calendário de Natal do El Corte Inglés deve ser evitado por alegadamente conter substâncias potencialmente perigosas, com o grupo a anunciar que o produto em causa já foi retirado.

A Deco refere que no início de novembro realizou um estudo com as suas congéneres Test-Achats (Bélgica), Altroconsumo (Itália) e OCU (Espanha), em que cada país analisou cinco marcas à venda nos respetivos mercados nacionais, num total de 20 produtos.

“Em Portugal, comprámos as cinco marcas de calendários do advento disponíveis na altura nas principais cadeias de supermercado da região de Lisboa: El Corte Inglés, Favorina (Lidl), Ferbar, Jacquot e Pingo Doce.

O objetivo do estudo foi determinar a presença de hidrocarbonetos de óleos minerais (MOSH e MOAH), substâncias consideradas potencialmente perigosas para a saúde, no chocolate desses calendários”, refere a Deco em comunicado.

A Deco salienta que o calendário de Natal do El Corte Inglés “contém hidrocarbonetos aromáticos de óleos minerais (MOAH)” e que, por precaução, não aconselha o seu consumo.

“Além disso, encontrámos pequenas quantidades de hidrocarbonetos saturados de óleos minerais (MOSH) em todas as marcas”, acrescenta.

Segundo a Deco, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar admite que os MOAH têm um “potencial risco cancerígeno”, enquanto os MOSH não são potencialmente cancerígenos, mas tendem a acumular-se em vários órgãos.

A Lusa contactou o El Corte Inglés, com fonte oficial a afirmar que os produtos em causa já foram retirados.

“Assim que recebemos alguma informação em relação aos produtos, seja da Deco, dos nossos laboratórios ou de outra entidade, o procedimento habitual é mandar retirar o produto de imediato e depois analisar”, explicou.

Segundo a mesma fonte, os calendários foram esta quinta-feira retirados e vão agora ser efetuadas análises.

“Vai ser analisado e, depois dos resultados conhecidos, pode ser retirado de vez ou voltar a ser colocado, dependente dos resultados”, conclui.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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