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Doença X mais mortal que a Covid-19 pode estar mesmo “ao virar da esquina”, alertam especialistas

Numa altura em que o mundo enfrenta a terceira onda da Covid-19 e que ambiciona o fim do ‘pesadelo’, uma nova pandemia é tudo o que não se quer ouvir. 

Porém, muitos cientistas alertam para a necessidade de haver mais planeamento para uma possível nova pandemia à medida que uma “doença X”, mais mortal que a Covid-19, começa a ser investigada pelos especialistas.

Mark Woolhouse, professor de epidemiologia de doenças infecciosas da Universidade de Edimburgo, alerta que a “doença X” que pode estar mesmo “ao virar da esquina”. O especialista afirma que em 2017, ele e colegas seus, conseguiram que a Organização Mundial da Saúde (OMS) adicionasse a Doença X à sua lista de doenças prioritárias.

Na altura, Woolhouse e colegas consideraram que uma próxima pandemia adviria de uma doença ainda desconhecida. Em 2018, os especilialistas consideraram que um novo coronavírus relacionado a Mers ou Sars poderia ser uma das doenças que levaria a uma pandemia. 

E, agora, o especialista afirma que o surgimento da ‘doença X’, não é uma questão de “se”, mas sim “quando”.

“Não podemos determinar quando, é claro. O mecanismo preciso pelo qual um vírus emerge é sempre extremamente imprevisível. Nunca se pode prever eventos precisos, então tem de se fazer isso com base na probabilidade de bases estatísticas”, afirmou. 

Jean-Jacques Muyembe Tamfum, professor e médico que ajudou a descobrir a ébola, lançou o mesmo alarme sobre o surgimento de novas doenças. O especialista avança ainda que novas pandemias serão mais prejudiciais e fatais que a Covid-19.

De acordo com este cientista, o futuro parece adivinhar-se mais “apocalíptico” do que o presente.

Muyembe Tamfum dirige atualmente o Instituto Nacional de Investigação Biomédica em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, e alerta que mais doenças zoonóticas – que se transmitem de animais para humanos – estão nas previsões da comunidade científica. 

Na origem destas doenças zoonóticas no horizonte estão práticas ambientais insustentáveis que a humanidade tem vindo a adotar. A indústria da carne, descreve o jornal Daily Star, geralmente mantém o gado em alojamentos fechados e anti-higiénicos, aumentando assim a probabilidade de doenças transmissíveis para os humanos em ambientes como os mercados húmidos da China.

Com a destruição ambiental que tem vindo a ganhar espaço, muitas espécies não sobreviveram e animais pequenos como ratos e morcegos adaptaram-se. Como? Passaram a viver cada vez mais perto dos humanos e este é o ambiente perfeito para doenças zoonóticas prosperarem.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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